Crazy Years

Autoras: Rooxy, Bia & Isa
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Romance/Humor/Drama - LongFic
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Capítulo 1 – Quatro meses para o paraíso.

- UOW, vocês viram o aluno novo? - chegou na “nossa” mesinha reservada no refeitório, quase berrando, suuuper discreta. – Ué, cadê a ?
Bom, não que a mesa seja nossa, não tem o nosso nome (só porque o diretor fez a gente pintar por cima, porque nós tínhamos pixado com tinta roxa as nossas iniciais), mas após uns 4 anos (?) acho que já estava claro para todos os alunos daqui que ninguém senta na mesa central do refeitório se não for , , ou, oi! Eu, , prazer.
É o último semestre que desperdiçaremos nossas vidas na escola e depois... Um ano inteiro de vadiagem, pra só depois entrar em uma faculdade e virarmos nossos pais.
Dude, brochei agora. Mas o fato é: já que vamos ficar chatos que nem eles daqui a um ano, que aproveitemos BEM esse um ano certo? ahã ahã.
- Sei lá, eu não saí da sala com ela, na verdade ela meio que ficou, disse que não tava com fome... Ahn, bom, eu vi sim... – Na entrada da escola, um garoto havia chamado a atenção de , cabelo castanho e cacheado, diferente do que se via por ali normalmente.
- NÃO É UM GATO?? – nem disfarçava.
se mexeu desconfortável na cadeira.
- Eu também vi, sabe, ele tá na nossa sala - se ajeitou no banco, tomando o suquinho de melão.
- Loiro, olhos azuis... - se sentou, sonhadora como se imaginasse o dude em seus pensamentos pervertidos.
- Loiro?? - parou de encarar a maçã no seu prato e pareceu se animar um pouco.
- É!! E com uma boca...
- Impressão minha ou nós estamos falando de pessoas diferentes? - encarou a cara de pervertida de , tentando relevar.
- Por quê? Você está falando de quem? – se desligou da imaginação perva, voltando pra realidade.
- O aluno novo que eu vi tem cabelo castanho...
- Eu também vi um assim!! Só que ele nem tá na nossa sala...
- Ahn. - voltou a se divertir encarando a maçã como se ela fosse fazer algo sobrenatural a qualquer hora.
- E a sobrancelha dele... Na verdade é engraçado, ela se levanta de um jeito charmoso e...
- O que eu vi tinha sardas... O seu tem sardas?
- Sardas?? Não, a pele dele era perfeita e branquinha...
- Ô louco, em plena segunda feira e o amor está no ar!! – resolveu finalmente morder a maçã, delicadamente, aproveitando cada milímetro dela.
Enquanto entrava no mesmo transe que , e se deliciava com sua maçã verde, entrou pela porta do refeitório com um garoto loiro, e rindo pra caramba.
- Eu vou lá... – elas puderam ouví-la falando com ele.
- Okay, larga mesmo o novato aqui!!
- Haha, bobo, vem junto! - e então ela puxou o garoto pra mesa delas.
- Eai gataas! Esse é o Dougie, aluno novo!
- Eae Dougie! – cumprimentou. – Hoje é o dia dos alunos novos!!
- Ela é a , essa é a e a que tá babando é .
Eu não teria definido a cara da como alguém que estava babando, e sim com alguém que estava em choque.
- Aaah sim, eu sei, to na sala delas! – ele sorriu e cumprimentou as garotas com um beijinho na bochecha.
- Meu, esse é o ano de novatos! – disse se recuperando do susto e do ciúme – no começo do ano foram aqueles dois amigos do James...
- Tom e Harry?
- Isso! E o outro aluno, tá na sala de quem?
- Na nossa! – lembrou vagamente de um moreno de cachos, olhou pra ela com cara de incrédula.
- Aluno novo... Na nossa sala? Aonde?
- Ele tava sentado do seu lado !
- JURA? - se levanta e sai correndo pra ver com seus próprios olhos se era verdade.
Logo que saiu, James chegou com seu cabelo bicolor e seu sorriso invejável.
- Eae meninas? Não vão apresentar?
- Dougie esse é o James, James esse é o aluno novo: Dougie!
- Prazer!
- Nós estudamos com o James a uns dois anos, desde então ele não desgruda mais da gente! – confessou.
- Elas são uns amores, você vai ver! Principalmente a , falando nisso, cadê ela? – a e o James se pegavam às vezes, tipo nas festas, sabe.
- Saiu correndo quando percebeu que não viu o menino novo, ela adora pessoas novas, deve ter ido fazer uma social, - zoou.
- E ver se você não enganou ela só pra tentar deixá-la mais louca, né ! – rolou os olhos.
- Eu NUNCA faria isso com ela – falou fazendo aquela cara de cínica que só ela sabe fazer.
James puxou uma mesa, juntou as duas e chamou Harry e Tom pra sentarem, eles eram meio tímidos, aparentemente, porque as meninas nunca ouviram nem sequer a voz deles!
- Licença – finalmente uma voz! Vinda de Tom.
- Tudo bem? – E olha a outra ai.
- Melhor agora, gato. – falou piscando e largando o suquinho de melão, fazendo uma cara de safada. Desabando a rir depois, quando Tom e Harry sacaram a brincadeira e riram junto, se sentindo mais confortáveis com o grupo.
- Querem apostar quanto que a vai passar reto pelo outro aluno novo sem perceber?
- Não aposto nada okay, to fora. – roubou a tão desejada maçã do prato de e mordeu-a, pensativa.
Dougie era realmente gostoso.

•••


“Ah saco, não vi nenhum aluno novo... A me paga!”
já estava voltando para o refeitório quando esbarrou legal em alguém.
- Ouch, desculpa!!
Ela se virou e encontrou o carinha dos olhos azuis com cabelos castanhos e cacheados. Um segundo perdida nos olhos dele e ela já voltou a realidade. Ser amiga de James & seus olhos super azuis a deixara bem treinada pra não ficar babando toda vez que visse um par desses.
- Imagina, eu que não te vi... Oi, prazer, sou a . E você é novo aqui, certo? – ela deu seu melhor sorriso colgate tripla ação. Desnortear, encantar e paralizar. Tripla ação, ahn ahn? Parei.
- Aaahn, não... – ele riu meio sem graça, ela não era a primeira a achar que ele era novo. – Eu to aqui nessa escola há um mês já. - Sério?? Mas eu não... Você ta na mesma sala que...
- Você? Sim, pode me chamar de Danny...
- Oh... Puxa, talvez eu seja mesmo distraída como a fala, hm...
Ela se distraiu em seus próprios pensamentos.
- Esse seu colar... É uma guitarrinha? - ele perguntou quase rindo.
- Ahn? Ah, é sim, - e lá foi ela com mais um de seus sorrisos tenho 9895659 dentes.
- Você toca?
- Essa aqui? Não, nem tem como!
Aaaaaaaahn....
- Eu quis perguntar se você tocava guitarra mesmo...
- Ah, sim, ops, toco sim! – se praguejou mentalmente, essa foi feia, até ela percebeu a burrada.
- Que legal, eu também!!
- Aeae, mesmo?? Tenho que te apresentar ao James então, ele arraaasa na guitarra, mesmo!!!
Ele pensou em perguntar quem era esse James, mas não precisou.
- Aaaaha, te achei pequena!!
- James?
Ele chegou por trás abraçando a cintura dela e encaixando sua cabeça entre o ombro e o pescoço, com uma naturalidade incrível.
OOPA, sinal de alerta. Ele deve estar carente, .
- O próprio! Sentiu minha falta?
- Dá um tempo né gostosura, - soltou os braços dele de sua cintura e se afastou, meio vermelha, mas disfarçando bem a vergonha.
- Não vai apresentar não? - ele gosta de fazer essa pergunta, né não?
- Hm, James, esse é o Danny, Danny, esse é o James. Ele toca guitarra, James!!
- Uow, mesmo?? Que legal! Prazer aí dude, por que a gente não volta pro refeitório? To com fooome !!
- Se tá com fome, por que veio atrás de mim?? – ela deu um pedala gostoso no James e empurrou ele. – Vamos? – ela perguntou olhando para Danny, sorrindo e piscando ao mesmo tempo, encantadoramente.
- Hmm, pode ser... – ele não tinha nada melhor pra fazer mesmo.
- Então vamos galerinhaa! - ela pegou Danny pela mão e o puxou ao mesmo tempo que puxava James.
- Relaxa, ela tem essa mania de achar que as pessoas não sabem andar sozinhas! - James avisou, piscando.
- Ah... - e Danny se contentou em apenas rir.
- Eu ouvi isso!! - ela segurou mais forte o braço de James que fez careta.
- Ouch , você tá parecendo a !!
E eles foram para o refeitório rindo, porque rir é exatamente o que pessoas felizes fazem em excesso. Ex-ces-so.

Capítulo 2 – Isso se chama amor fraternal.

- Hey, olha só quem voltou! - comentou, voltando o resto da maçã que ela ainda não comera no prato de .
- Aposto que ela tava perdida e que se o James não tivesse aparecido não voltaria tão cedo - zoou, sorrindo para na cara dura enquanto falava.
- Volteeeei galeera! - criança animada essa aí viu. - Gente, esse é o Danny, Danny esses são a gente. Quer dizer, eles não são a gente, são meus amigos. Hmm...
- Tá... que tal uma apresentação direito em...? - adora apresentações, talvez por isso ela vá sempre as reuniões no começo do ano.
- Tá.. vou contar com qual delas vocês tem que tomar cuidado - James fez cara de safadinho. - bom, na verdade com todas!
- HÁ. HA. HA. - dessa vez ele apanhou de , , e pediu para bater de novo por ela, já que ela estava longe.
- James, você acha que eles não tem que tomar cuidado com você também?
- Essa aqui – James disse ignorando o comentário da e apontando pra - é a , Danny! O lado social do nosso grupinho. Ela faz parte do grêmio da escola, toma cuidado com ela porque ela parece que ajuda todo mundo, mas só quando convém!
- Hei! - bateu bem forte em James - Isso não é verdade! - , e , atrás dela, balançam a cabeça positivamente, concordando com James, e todos rolam de rir, menos a que não entendeu nada.
- Aquela loira ali, que tava comendo a maçã da , - faz cara de ofendida e vê sua pobre e adorada maçã quase comida inteira. Elas começam a discutir. - Então, ela é capitã do time de vôlei da escola, nunca a deixe brava quando ela estiver com uma bola de vôlei na mão, por que a bola pode ir parar no meio da sua cara. Essa é a , a maior cortadora do time da escola. Não queira levar um saque dela em nenhuma parte do corpo, sério.
- Não a deixe brava em nenhum momento - disse se afastando de . - As vezes nem vale a pena brigar com ela sabe. Os tapas ardem e você meio que sente compaixão com a bola de vôlei.
- Você que é fracote - entra no meio, sem dar muito crédito as palavras de . - concordo sobre o vôlei, nunca deixe que ela jogue uma bola em você, mas sem a bola de vôlei ela é inofensiva, quase... pra alguns.
- Entenda-se: se você não for a e não tiver um tapa tão ardido quanto o dela, que supera o da , mantenha-se em alerta - revirou os olhos, impaciente.
- E essa aí é a , nossa cestinha do basquete, amiiigo, de boa, nunca jogue basquete contra ela. O fato é que as duas juntas, a e a , botam um medo animal, e é por isso que nós somos tão respeitados por aqui e ninguém nunca senta na nossa mesa, por medo delas.
- Eu não entendo esse medo que todos tem de nós, nem somos tão más assim - reclamou, fazendo biquinho.
- Por isso que separaram vocês de sala, pra não gerarem mais pânico - sempre diz coisas sensatas, mas não foi esperto dizer isso na frente das duas juntas.
Imagine os tapas mais ardidos possíveis na pobre .
Dougie riu e fez as duas pararem de bater na pra babar por ele.
- A ... SEMPRE seja o mais claro possível quando for falar com ela, não sei se vocês perceberam, mas ela é meio lerdinha...
- EI! - reclamou, ofendida e fechando a cara.
- Tá, chega de falar mal da gente! Fala deles também né James, pra só depois agente falar MUITO mal de você – falou, fazendo e concordaram com ela e fazerem caras de maléficas que até James que já tava acostumado se arrepiou todo.
- Aaaaaaahn, bom....
- Deixa pra lá, eu sou o Tom, prazer! Toco violão e guitarra.
- E faz aula de teatro tambéém... - James zoou, se recuperando do momento medo.
- E eu sou o Harry, e, tenho um irmão que me ensinou a tocar bateria...
- E ele tem uma irmã também, que puxa...
Tom e Harry bateram no pobre James, que sossegou de vez.
Todos encararam Dougie, esperando ele se apresentar.
- ah é, eu sou o Dougie e toco baixo!! - ele se tocou e disse rápido.
- Uou, que irado! - Danny comentou animadíssimo. - Eu toco violão e guitarra tamb...
- AGORA É A NOSSA VEZ! - as quatro garotas praticamente berraram juntas, olhando ameaçadoramente para James, que se encolhei em sua cadeira.
- O James não tem coragem pra nada, é sempre um parto toda vez que ele gosta de alguma garota - comentou revirando os olhos.
- Menos quando a garota é você... - Ele se ajeitou na cadeira, com um sorriso na cara.
- Aham, só por que aos seus olhos eu não sou como as outras, idiota.
- Afinal, esses dois são como irmãos! - comentou distraída.
- E toda vez que ele leva um toco sobra pra mim!
- Você fala como se não gostasse!
- E eu pareço gostar de ser o prêmio de consolação sempre Bourne??
- É isso aí amiga, acaba com ele! - se empolgou.
- Bota tudo pra fora! - foi junto.
As duas estavam com caras maléficas e estralando os dedos ameaçadoramente.
- Gente, calma, ele é nosso amigão do peito, pra todas as horas! - tentou acalmar os ânimos, porque com elas pondo lenha na fogueira isso não ia acabar nada bem!
- A GENTE SABE! - e gritaram, ainda nervosas. - Não é só você quem é premio de consolação ! - James revidou.
- Vocês não percebem que só atrasam a vida um do outro - entra no meio dando opinião.
- É! E além disso vocês sempre acabam mal quando ficam juntos! - ajudou.
- E quem tem que aguentar as lamentações somos nós! - resolve dar palpite, já que elas começaram a falar sem berrar e civilizadamente.
- Chega disso, vocês já são grandinhos pra ficarem brincando desse jeito um com o sentimento do outro - o sinal bateu e saiu andando e pisando forte, foi atrás dela, James se jogou na cadeira arrasado.
- Você sabe que é melhor pra vocês! - e tentam 'consolar' James.
- Eu sei, mas mesmo assim...
Os meninos não entenderam nada e estavam com cara de assustados “O que foi isso?” “Pois é, mas eu acho que as amigas não fariam isso se não fosse realmente pro bem deles”. “Também acho, elas parecem se importar muito com eles”
- Ah desculpa garotos, vocês devem tá boiando né? - disse reparando na cara de ponto de interrogação deles.
- Que dia, ahn? - suspirou, - Logo hoje vocês resolvem lavar a roupa suja...
- Eu não escolhi lavar a roupa suja!! - James chiou do seu canto
- É verdade, você não sabe lavar roupa né Jimmie? - tentou mudar de assunto e melhorar a cara do amigo.
- Você fala como se soubesse!! - ele se animou um pouco, o suficiente para revidar.
Aí eles se separaram para irem cada um ao seu destino, James, Tom e Harry a esquerda, escada acima. , e Dougie foram com Danny até o andar dele, o deixaram lá e continuaram subindo depois.
Danny passou pelo banheiro das meninas e pode ouvir choramingando e deu um ataque.
- POR QUE ESSE CHORO TODO AMIGAAAA???
- , eu... eu... nunca contei pra vocês, mas... eu e o James, uma semana atrás, a gente, a gente...
- O que?? - perguntou quase tendo filhos, a uma semana atrás foi exatamente quando os dois começaram a brigar.
Danny se tocou e continuou andando, talvez ele não fosse gostar do que iria ouvir mesmo.
- A gente dormiu junto. Não no sentido literal, quer dizer... A gente dormiu depois, mas... Eu tava bêbada , e ele também! Eu me sinto... ...
- O QUEEEEEEEEE? – berrou com a cara mais espantada possível.
- Eu não queria ter feito aquilo!! Nós éramos amigos, SÓ ISSO! Por que?
Sem saber o que fazer, a amiga apensas abraçou , era o que ela precisava.
- .. O erro foi nosso de não ter percebido aquele dia...
Elas voltaram pra sala logo, a aula ia começar. Droga, ela tinha que ter contado logo pra ? Quando ela e James se conheceram, foi num ensaio da banda da escola, por isso conhecera James antes de todas as outras garotas. Ela sabia, sempre que ele via os olhos dele brilhavam... E agora ela ferrara tudo de vez.
Entrando na sala ela reparou que Danny realmente estava sentado do seu lado, se sentia cada vez mais lesada.
- Ta tudo bem? – ele perguntou sorrindo bem fraquinho, preocupado com ela.
- Claro Danny, relaxa... – ela se sentou na sua cadeira e abriu o caderno em qualquer página. Como se fosse conseguir prestar atenção na aula. cutucou ela de trás, sussurrando um ‘Tá tudo bem, ...’.
Não, não está tudo bem. AINDA. sacou o celular do bolso e digitou uma simples mensagem, com poucas linhas.

”Me desculpa? Eu não quis dizer aquilo de você Jimmie... Mas as garotas estão certas, a gente devia parar de viver nessa ilusão.”

”Ilusão? É assim que você chama aquela noite ? Nós estávamos bêbados, mas... Eu nunca vou me esquecer de você sussurrando antes de dormir... ‘Eu queria não estar bêbada pra lembrar disso quando acordar, James...’”

”Eu queria ter bebido o suficiente para não me lembrar disso. James, você sabe que nunca rolou nada entre a gente, só nos momentos alegres de muito álcool.”

"Sim, mas..."

" Você sempre foi como um irmão pra mim, você também sabe disso."

"Mas, depois da nossa noite eu pensei que..."

"Você gosta da , James. Seus olhos brilham quando ela passa, você vive provocando ela... Assume, é o melhor, tá tudo bem"

”Se é assim que você prefere... Mas eu não fiquei com você só por que tava bêbado.”


fechou o celular, chateada, e ficou olhando o jardim da escola através da janela, com a cabeça apoiada na mão.


- Ou, o que rolou lá na mesa hein? O James e a ... - Dougie tentou puxar assunto, já que as outras duas estavam meio quietas e pensativas.
- Ahn? Ah, looonga história... Mas esquece isso, você não tem que se preocupar! - acordou do seu devaneio, voltando pra realidade.
- É isso mesmo, por que a gente não vai hoje no Five? Comemorar as novas amizades! - mudou de assunto, teria que conversar com mais tarde. E também tinha que aproveitar o fato de que estava com Dougie e não.
Pela primeira vez elas iriam brigar por um garoto.
Normalmente não havia esse problema, já havia pego metade da escola, e a outra metade, elas sempre se entendiam quanto a isso.
Até Dougie aparecer, claro. As coisas pelo jeito seriam diferentes dessa vez.
- No Five? - Dougie fez a maior cara de 'onde & o que seria isso?'
- PODE SER! Boa ! - se animou legal, afinal, Harry também iria... ahn ahn?
- Huhu, combinado então, agente sai da escola, vai todo mundo lá pra minha casa, se arrumas e de noite agente sai!
- Todo mundo? Ai que bom, eu tava mesmo preocupado com quem iria me ajudar com meu cabelo... - Dougie falou com a voz mais feminina imaginável, fazendo as outras duas perderem a fôlego de tanto rir.
- Bobo! - revirou os olhos encantada. - Avisa todo mundo aí , to sem crédito!
- Kct , você sempre sem crédito né!
pegou o celular bufando e eles chegaram na sala, que estava vazia.
- Ué??
- Caaaaaadê todo mundo?? - entrou, olhando no interior da sala.
- OH MEL DELS, ELES FORAM RAPTADOS! ABDUSIDOS! OMFG! - entrou em pânico. Aí o celular dela vibrou, era uma mensagem de .

"Cadê vocês? Tá tendo palestra aqui no auditório, a sala de vocês acabou de entrar e naaaaaaada de VOCÊS!"

Ela só conseguiu rir, avisou os outros dois que tava tendo palestra e lá foram eles pra auditório.

"Caramba, nunca vi você falando tanto 'vocês' numa frase! Bom, nós estamos indo praí, ninguém avisou a gente que tinha palestra –-‘, aproveitando, a chamou a gente pra ir na casa dela, e depois, a noite, irmos pro Five!"

aproveitou também e mandou uma mensagem para James, avisando.


- A tá falando que a bia convidou a gente pra ir na casa dela depois da aula e depois ir pro Five, vocês topam? - James virou para os amigos na hora que recebeu a mensagem, mal contendo a empolgação.
- Claro - Harry concordou com os olinhos brilhando.
- Five? Sempre! - Tom topou na hora também.


- , a chamou a gente pra ir na casa dela depois da aula, topa?
- Claro! - respondeu saindo do transe em que estava, encarando o diretor gorducho e bigodudo da escola, que não parava de falar, a metros longe deles.
- Danny, vamos? - perguntou se virando pra Danny, que babava, praticamente.
- Sei lá... Pode ser!
- Depois a gente vai pro Five!
- To dentro!
se animou, o Five tinha esse nome por um simples motivo: Dentro do lugar haviam CINCO pistas, tocando músicas DIFERENTES, e eram todas isoladas acusticamente. O lugar era o paraíso da música. Eletrônica, Rock, Pop, Rap... E depois da meia-noite todos se juntavam na maior pista de todas para ouvir os quatro estilos juntos. Uma só palavra: Foda.

Capítulo 3 – Sessão da Tarde na Casa da .

- ALELUIA O SINAL TOCOU! – quase chorou de emoção, ela e todo o resto da escola que estava assistindo aquela bendita palestra.
- Nem me fala. – James concordou fazendo careta e se juntando a galera com Tom e Harry.
- Eles fazem isso com muita freqüência? Fazia tempo que eu não tirava um cochilo tão bom na escola – Harry se espreguiçou fazendo eles rirem.
- Não, só uma vez todo bimestre. E eu pensando que a gente ia escapar dessa vez! Eles estavam um mês atrasados pra fazer a palestra! – disse, meio que reclamando, na verdade.
- Ta bom , nós vamos fingir que você não ama essas coisas, okay. Bom, prontos pra irem lá pra casa? – perguntou fazendo o momento de tédio passar rapidinho.
- SIIM! – todos concordaram.
- ! ! Nós podemos passar na locadora pra pegar uns fiiiiilmeees? - perguntou com os olhinhos mais que brilhantes e parecendo uma criança de 5 anos pedindo sorvete.
- Claro, só tem uma condição.
- Qual? - entrou em pânico, quase. Já tinha um filme em mente.
- Você não vai pedir pra eu alugar Teletubbies de novo!
riu malvada, e ficou roxa de vergonha enquanto todos os outros riam também.
- Sem Teletubbies? Ah dudes, então eu nem vou... - Danny resolveu zoar um pouco mais.
Momento em que todos rolam de rir e pula no Danny, agradecendo o 'apoio' e ao mesmo tempo punindo ele pela zoação.
- Vamos aproveitar e passar no mercado! – sugeriu.
- OOOBA, aí a gente compra amendoins! – Dougie apoiou completamente a idéia.
- Então vamos seus lerdos - comandou o grupinho pra fora do auditório.
Eles foram pro mercado, onde as garotas não deixaram eles comprarem bebidas e pegaram uns refrigerantes.
- Ninguém bebe álcool hoje na minha casa, não hoje! Se vocês quiserem beber álcool que esperem a gente ir pro Five, lá o problema é único e exclusivo de cada um. – deixou bem claro.
- Sim senhora, mamãe – James pegou uma Soda e eles foram pro caixa.
Daí, pra alegria de , eles foram pra locadora e alugaram De volta para o Futuro, pela milésima oitava vez. E pela milionésima oitava vez brigou com , que ficava empolgada com cada fala de Marty, praticamente já sabendo todas de cor. Também, depois de assistir o filme 1008 vezes... Danny foi bonzinho e deixou a garota ficar falando baixinho as falas do Marty pra ele, só pra não incomodar , que estava bem frustrada com o fato dos olhos de Dougie não saírem dos de . Era bom ter a voz dela tão perto de seu ouvido, anyway.


Capítulo 4 – I bet you look good on the dancefloor 8)

Assim que chegaram no Five, ficaram aproximadamente meia hora no Open Bar, onde ficava mais nervosa a cada segundo que passava, pelo simples fato de Dougie não parar de dar (in)diretas para , que não parava de chamar o garoto por um apelido com som estranho.
foi atender ao celular e quando voltou estava completamente passada.
- Vocês não fazem idéia do motivo pra minha mãe ter ligado!!!
- Não mesmo, e você vai contar? – o humor de realmente não era dos melhores.
- Ela ligou pra me mandar eu dormir na sua casa ! Por que hoje a mamãe e o papai vão aproveitar!! – ela estava escandalizada, e todos mordiam suas línguas para não racharem de rir. – Isso é coisa que se diz pra sua filha???
- E o que você respondeu? – Danny investia intensamente em manter a gargalhada que queria dar escondida.
- Bom, eu a mandei usar preservativo, por que eu não quero um irmãozinho de jeito nenhum! – bufou cruzando os braços indignada e mais ninguém conseguiu segurar a risada, que foi ouvida por boa parte do Open Bar. – Hey, vamos dançar? A essa hora deve estar tocando anos 60 na pista do Rock!!
- Eu topo! – se levantou na hora, louca para sair de perto de Dougie e .
- Mas eu mal comecei a beber ...
- E você veio pra beber, James?
- Ahn...
- Se quiser ficar aí então não vem. - empurrou Danny pra conseguir sair da mesa, e pegou na mão dos dois.
- Quem mais vêem?
- Eu! – se levantou e Harry também, automaticamente.
- Ahn, - Tom olhou para Dougie e e descobriu que ia sobrar de vela, e com o James ainda. – Eu vou também!!
James sacou que ia ficar sobrando e se deu por vencido.
- Nós vamos daqui a pouco, - Dougie falou, sem tirar os olhos de . – Pode ser?
- Claro.
- Okaaay! Então vamos lá galera, porque eu tenho a impressão que não nos querem aqui, hahaha! – saiu toda feliz puxando todo mundo pra pista e riu rolando os olhos. Só a retardada da pra fazê-la superar o momento tpm.


mal esperou chegar na pista e já foi saindo para um canto com DOIS carinhas que todos podiam apostar que ela nunca tinha visto na vida, e James seguiu seu exemplo. Com garotas, claro.
e Harry estavam bem entretidos dançando à alguns metros de distância dos outros três, que dançavam normalmente até uma garota ruiva passar puxando Tom pela gola de sua camisa, e ele nem ousou cogitar não ir com ela. Danny aproveitou o momento para sussurrar alguma coisa no ouvido de , que não ouviu nada por causa da música alta, e por causa de seu próprio berro ao identificar a música que estava começando a tocar.
- EVERYTIME WE TOOOOUCH, DANNY! – ela gritou com os olhos brilhando, ao mesmo tempo em que viu Dougie e entrarem na pista com as mãos dadas.

“I still hear your voice, when you sleep next to me.
I still feel your touch in my dreams.
Forgive me my weakness, but I don't know why
Without you it's hard to survive.”


foi se empolgando com a música, e começou a dançar mais e mais, puxando Danny com ela, sem ter muita consciência do que estava fazendo. E Danny deixou, porque era o que ele queria. Dougie, ao reconhecer a música e vendo que também reconheceu e começou a cantar, se aproveitou do momento e foi se aproximando mais, passando seus braços envolta da cintura dela.

“Cause everytime we touch, I get this feeling
And everytime we kiss, I swear I could fly.”


Dougie aproximou seu rosto do de , encostando sua testa na dela, e murmurando a letra da música em seu ouvido, fazendo a garota sorrir e olhar diretamente nos olhos dele, passando seus braços envolta de seu pescoço. Eles estavam tão próximos que podiam sentir suas respirações. Num impulso ele colocou uma de suas mãos nos rosto dela e colou seus lábios nos de .

“Can't you feel my heart beat fast, I want this to last,”

Dougie pressionou a cintura dela contra a sua, mais forte, fazendo abrir sua boca, dando passagem livre à língua dele.

- Need you by my side. – Ele cantou baixinho junto com a música, com uma distância mínima entre suas bocas, fazendo dar um sorriso indeciso, que ficou entre a frustração do beijo interrompido e a satisfação de ouvi-lo cantando aquilo pra ela.

“Cause everytime we touch, I feel the static
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you hear my heart beat so,
I can't let you go.”


Ela o beijou de volta, puxando delicadamente seus cabelos, fazendo o garoto dar um sorrisinho e retribuir o beijo dela com vontade.

- Want you in my life. – Ela cantou, do mesmo modo que ele cantou para ela, deixando Dougie com um sorriso estampado na cara, fazendo ele puxá-la de novo e beijá-la novamente, apertando seu corpo contra o dela cada vez mais.


•••


e Harry dançavam com uma distância mínima entre seus corpos, e nenhum dos dois conseguia desgrudar os olhos um do outro. O sorriso em suas caras não disfarçava a felicidade de ambos.

“Your arms are my castle, you heart is my sky.
They wipe away tears that I cry
The good and the bad times, we've been through them all.
You make me rise when I fall.”


Harry aproximou sua boca do ouvido de e sussurrou uma frase que estava passando por sua cabeça há horas. – Não sei porque demorei tanto para falar com você.
- Eu também não – ela responde sorrindo. – Mas agora que a gente já se falou bastante...
E realmente, quando De Volta Para o Futuro acabou formou-se uma rodinha de viciados, que discutiram fervorosamente cada detalhe do filme e de suas continuações. Esses viciados incluíam todos, alguns menos ativos como Dougie e , que estavam preocupados com outras coisas.
Harry riu sem conseguir se conter, aproximando seu rosto do dela e beijando-a docemente, interrompendo o beijo quase no momento em que o iniciou. – Nunca nada valeu tão à pena, quanto conhecer você. – Ele passou suas mãos pelos cabelos dela e continuou a beijá-la.

•••


“Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss, I swear I could fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
Cause everytime we touch, I feel the static.
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you hear my heart beat so,
I can't let you go.
Want you in my life.”


Danny começou a se perguntar se dançava tão bem assim ou se eram seus olhos. Ou se simplesmente ela estava fazendo isso para provocá-lo. gostava de liberdade, gostava de deixar seu corpo se levar pela música, não fazia nada disso de propósito. Não que ela não gostasse da idéia de provocar Danny, porque em sua opinião, ele realmente parecia valer algum esforço de sua parte.
- Tá aproveitando a noite, Danny? – perguntou, com mais um de seus grandes sorrisos inocentes.
- Você não tem noção do quanto. Mesmo. – Ele sorriu, e voltou a dançar com ela.

“Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I could fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.”


A mãe de ligou por valta da uma da manhã, dizendo que o papo de dormir fora era brincadeira e que ela tinha 5 minutos pra chegar em casa. Essa galera indecisa. Se te interessar também, Danny foi a pé com ela, e eles se despediram na esquina da casa dela, já que a dele era pro outro lado. Nada demais, só um belo vento refrescante na cara, algumas muitas risadas e conversas normais. Normais por que já era madrugada e as pessoas costumam ficar mais retardadas que o normal durante esse período, então é perdoável conversar sobre meias, por exemplo. Se te interessar também, eles levaram bem mais que 5 minutos pra chegar em casa.

Capítulo 5 – Psicólogos esquisitos e suas atividades estranhas.

entrou correndo na sua querida sala de aula. Claro que ela deu de cara com a porta, tadinha, pois a sala estava fechada. Pera aíí, como assim fechada? Por algum acaso era feriado e haviam esquecido de mencionar isso pra ela?
O celular de vibrou.

, cadê você mulheeer? Nós estamos na quadra de vôlei, o diretor mandou a gente pra cá e o psicólogo vai começar a falar alguma coisa importante!”

Ela revirou os olhos para a mensagem de e respirou fundo antes de correr para a quadra de vôlei, toda atrapalhada com o peso básico da mochila nas costas.

•••


- Oooolha só quem ta vindo correndo! – apontou discretamente para a entrada da quadra e riu.
se sentou ao lado delas, arfando. Acordara atrasada, por alguma praga do destino ela sempre fazia isso nos dias "certos".
- Heey, por que vocês tão aqui? – ela se referia a e , que eram de outra sala.
- Não sei se você reparou, , mas as nossas duas salas estão aqui!
- Uoow! Olha só, o Danny tá acenando! – olhou pro outro lado da sala, aonde estavam todos os garotos e acenou de volta com um sorriso enorme. Dougie estava ao lado dele.
- É, ele deve ter gostado mesmo de ontem. Pra te levar até em casa e taaals... – falou entre risos.
- Não enche, então, o que eu perdi?
- O professor mandou a gente escrever nossos nomes num papelzinho e colocar no boné do Dougie.
- Uh, isso explica o cabelo todo bagunçado dele... Mas pra que isso?
- Sei lá, ele não explicou ainda!! – respondeu enquanto escrevia seu nome no papel, já que o boné finalmente chegara até elas.
- Que medo, eu hein... – pegou a caneta de e escreveu seu nome numa tira de papel que costumava fazer parte de uma folha, dobrou cuidadosamente e apanhou de por enrolar tanto.
- Senhorita Bilson traga o boné pra mim, por favor? - o psicológo apontou para a última garota da fileira, que olhava para os lados sem saber o que fazer com o boné. Ela se levantou e levou o boné até ele, envergonhada. - Obrigado. Agora todos prestem bem atenção, por que eu não vou repetir. – O psicólogo da escola começou a falar, e todos rolaram os olhos. Não havia ninguém mais entediante que ele na face da Terra. – Os garotos vão tirar um papel do boné e guardá-lo consigo até todos pegarem um. Quando isso acontecer vocês vão ler em voz alta o nome que está no papel, um de cada vez! E essa será a sua parceira para a atividade de hoje – achou que o cara fosse desmaiar a qualquer hora de tanta felicidade. Ele entregou o boné ao garoto que estava ao seu lado, e este pegou um dos vários papéis dobrados. Rapidamente todos os outros já haviam pego um papel também. – Vocês têm exatos 45 minutos para conhecer melhor sua dupla, e no fim eu quero uma foto de como vocês se vêem, sem toda essa imagem que a escola faz. As câmeras estão aqui e as instruções também, o limite para a realização dessa atividade é o portão da escola. Podem começar a ler os nomes em voz alta!
Foi uma dor de barriga/cotovelo/cabeça/dedinho_do_pé/etcetc geral. se concentrou em lixar suas unhas enquanto estava apoiada nela, distraída com o cabelo de , a única realmente concentrada na atividade. tirava o esmalte de suas unhas com uma acetona que ela carregava na mala para as aulas de Química.
Já os garotos pareciam se divertir. Bem, nem todos, claro. Me refiro especificamente a Danny, ele mal abriu seu papelzinho e já cutucou Dougie.
- Psiiu, Dougie! Hey!!
- Hm? OI? – Dougie havia acabado de adquirir seu papel, e nem o abriu.
- Pega aí. – Danny deu seu papel pra ele com um sorriso maroto, se controlando muito para não rachar de rir com a cara de felicidade que Dougie fez ao ler o nome no papel.
- Hey dude, lê aí o que veio no seu papel que o psicólogo já vai xingar! - Leo, um colega da mesma classe que e , avisou dando uma cotovelada em Dougie.
A tarefa atríbuida aos garotos não estava rolando tão bem quanto o planejado, conciderando o fato de que ninguém sabia exatamente quando seria sua vez de ler o papel.
- Sua dupla, Poynter? - o psicólogo perguntou, fingindo um sorriso amigável bem assustador.
- Ahn sim, é a . - ele falou olhando pro psicólogo e depois olhou para , que havia se inditeirado na arquibancada fazendo meter a cabeça na parede atrás delas, fazendo todas em volta rirem discretamente.
- Ótimo pra você, o próximo? - o psicólogo olhou para Danny com a mesma cara de poucos amigos e Danny olhou para baixo desesperado. Sorte que Dougie já segurava aberto o seu verdadeiro papel. Um sorriso de orelha a orelha se fez em Danny.
- Hm... Aqui tá escrito e tem um smile do lado...
Vez da de levantar os braços toda alegre, tendo sua boca tampada por , que o fez para empedir a amiga de exagerar na empolgação e berrar.
Danny meio que gostou de ver a empolgação dela e acenou de volta, rindo.
O psicólogo se contendou em encher a paciência dos outros alunos que ainda não haviam lido o papel, e essa tarefa durou um certo tempo e alguns chingamentos do tipo "Você não é alfabetizado ainda, retardado? É tão difícil ler um nome num papel??!". Detalhe: ele é o PSICÓLOGO da escola. Só pra reforçar a idéia geral.
- Ah que sorte a de vocês! - comentou chateada, apontando para e . Um cara do time de futebol havia tirado o papelzinho dela.
- Não acho! Eu dei muita sorte também! - disse acenando para um cara do time de basquete que ela já conhecia de vista. Ela mal olhou para a cara de chateação de , estava ocupada demais observando sua dupla a distância. - Vou lá, até mais galera!
- Vai lá , aproveita bastante! - falou irônica. - Eu vou também gatas, aproveitem a atividade melhor do que eu vou. - ela piscou discretamente e ficou corada ao mesmo tempo que ignorava o comentário se levantando.
- Pronta pra fazer todo o trabalho por mim? - Dougie perguntou oferecendo a mão para com um sorriso.
- Vai sonhando, Poynter. - ela disse ignorando a mão dele e se levantando sozinha.
- Adoro quando você fala meu sobrenome assim... - ele falou fechando os olhos e saboreando a crueldade na frase dela.
- Para de ser gay, Poynter. - e Danny não pedeu a oportunidade de zoar um pouco.
- Bem que você queria que eu fosse né, Jones?
- Aaai adooro quando você fala o meu nome assim! - Danny disse imitando exageradamente a cara que Dougie fizera e com a voz mais aguda possível.
tampou a boca para conter os risinhos agudos.
- Vamos logo pegar essa tal câmera aí, eu tô curiosa pra descobrir o que nós temos que fazer!! - ela praticamente puxou os três para a mesa com as câmeras no canto da quadra.
Eles pegaram duas câmeras e saíram da quadra.
- Quarenta e cinco minutos? São só cinco itens, dá e sobra! - Dougie disse analizando a folha que viera junto com a câmera.
- Que bom, pode começar então! - falou rindo.
- A gente pode fazer isso depois... - Dougie a puxou com o mesmo olhar maroto que ela conhecera no dia anterior, pousando sua mão na cintura dela. - Pensei em você a noite interia... - ele falou bem baixinho perto do ouvido dela.
- Não quero saber dos seus pensamentos noturnos pervertidos com a minha pessoa, Dougie! - falou rindo ao perceber que se arrepiara toda ao ouvir a voz dele naquele tom e tão próxima.
- Não mesmo? - Dougie beijou o canto da boca dela e logo os dois já estavam se beijando pra valer no meio do pátio da escola.
- Aê, alguém tem um fósforo aqui? - perguntou já rindo.
- Fósforo pra quê? - Danny perguntou de volta apreciando a paisagem.
- Pra acender a minha vela! - e então ela rachou de rir com sua própria piada hilária.
- Ninguém precisa ficar de vela. - Danny disse sorrindo e gelou, ela não estava esperando por isso.
- C-como a-assim?
- A gente pode ficar no parquinho da escola! - ele falou sorrindo e pegando na mão dela. - Não precisamos ficar com esses dois aí!
Ele puxou ela pra longe e foi, rindo de alívio.
Não era certo, por que ela ficara toda arrepiada só dele dizer algo sugestivo? Faça algo certo uma vez na vida , não estrague isso também, como fez com James.
- A gente pode ir pro jardim, escalar as árvores! Por que não vão nos deixar usar o parquinho!
- Hm? Eh... - ele falou indiferente, dando de ombros. Não queria ter notado o alívio dela ao ouvir a resposta dele.
- Então... Qual o primeiro tópico da lista? - perguntou enquanto subia a maior árvore da escola.
- Aqui tá escrito... Espera. - ele subiu também e se sentou no galho em frente ao dela. - Imite um personagem famoso.
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.
- Você tá falando sério?
Danny balançou a cabeça positivamente e riu.
- Que foi?
- Já sei!! - ela ficou repentinamente com uma cara meio boba, mais que o normal. - Mim, Tarzan. Você, Jane!
Danny quase caiu do galho de tanto rir com a imitação perfeita dela. Ele estendeu sua mão e encostou a dela na dele, imitando a cena pouco fofa do filme.

•••


- Eu sou a Ashley, por que todo mundo me chama de Mary Kate?? - investia sua criatividade em imitar as gêmeas Olsen, e Dougie rolava de rir.
- Calma, calma, minha vez! - ele respirou bem profundamente e falou: - Eu tenho um jarro de terra, adivinha o que tem dentro!?
Vez da de rolar de rir. - Não é assim que se faz!
- Ah não? Tem certeza? Sou proficional em imitar o Sparrow, ouviu lindinha? - ele chegou bem perto da boca de e disse: - Ouh bugger!
- Que foi? - ela perguntou se assustando.
- Nada, só tava imitando de novo, viu como eu sou convincente? - ele deu um selinho rápido nela e voltou a posição inicial.
- Ah é?? Pois bem, vou te mostrar como sou boa em imitar Jack, o estripador!! - foi pra cima dele com uma cara ameaçadora, que o fez ficar repentinamente assustado.
- Socorro!! Psicopata, maníaca, estripadora do meu laaad... - Dougie começou a dar gritinhos estéricos fazendo rir e selar a boca dele com um beijo bem carinhoso.

•••


- Harry! Haaaarry socooorro! Haarry me ajuuuda!! - berrava numa tentativa engrassadíssima de imitar Hermione Granger ("Harry Potter", ahn ahn?), pelo menos o jogador de futebol parceiro dela achou engraçado, o que já fez a garota se dar por satisfeita. Se o cara não entendesse a imitação dela, a coisa ia ficar feia.
A verdade é que acabou interpretando com um certo realismo. Não sabia exatamente o porque, mas queria mesmo que Harry (Judd) estivesse ali com ela.
Tá, ela sabia bem o por que.
- Eu amo esse livro! - John (sim, o carinha do time de futebol tem nome!!) disse ainda rindo.
- Hm?! - essa pegou de surpresa.
- Amo esse livro, Harry Potter!
Os olhos de brilharam numa momentânea alegria. Talvez o jogador de futebol não fosse tão cabeça oca!

•••


James, Tom e Harry estavam sentados na fileira da janela, como sempre, e entediados com a aula de gramática, para variar.
- Harry! Haaaarry socooorro! Haarry me ajuuuda!! - o grito veio do lado de fora da janela, mas ninguém pareceu se importar.
Quer dizer, menos o Harry, o nosso Harry, que tomou o maior susto de sua vida e se desequilibrou na cadeira em que estava sentado. Ou seria mais sensato dizer esparramado? de qualquer jeito, por alguma boa ação divina ele não caiu e ninguém na sala pareceu notar sua situação. Ele olhou através da janela e viu o pátio da escola, que estava com uma quantidade anormal de alunos estranhamente divididos em duplas. Claro que a atenção dele não se prendeu a isso, e sim a uma cena mais adiante no jardim.
- É leviosa, não leviosáá!! - imitava algo relativo a Harry Potter e um dos jogadores do time de futebol da escola (sabe-se lá qual dos jogadores, são todos iguais) quase morria de rir ao lado dela.
As entranhas de Harry reviraram de um modo desconfortável. O que ele não daria para estar no lugar daquele idiota?
Então, voltando à gramática... Até parece.

•••


Eu imagino se você está se perguntando sobre o paradeiro de . Só para deixar bem claro nós não nos esquecemos dela, ela que se esqueceu da vida. Já que você quer tanto saber (?) ela está tendo ótimos momentos ignorando a atividade do psicólogo estranho e se pegando com o jogador de basquete no armário da aula de educação física. Ela não parece se importar muito com a falta de conforto dos colchonetes usados na aula agora.

•••


- Daaaanny, você é um péssimo Doutor Brown, é sério!! - chorava de rir com as imitações toscas e mal sucedidas de Danny.
- Injúrias! E que tal essa, - ele tirou seu alargador da orelha esquerda e começou a encará-lo de um modo doentio em suas mãos, acariciando-o, ao mesmo tempo que fazia caretas de dor por causa do alargador dele. Não doí tirar assim do nada não? - Meu precioso... MEU precioooso!
Nessa se viu quase morrendo de tanto rir, ela simplesmente se acabou.
- Vai, SÉRIO AGORA DANNY! - secou algumas lágrimas e deu tapinhas no ombro de Danny. - Próximo tópico?
- É... Uow.
- O que? - ela se inclinou mais para tentar ler de ponta-cabeça o que estava escrito no papel.
- Dá só uma lida nisso...

Capítulo 6 - Somebody to trust.

- Conte alguma coisa pessoal. Um segredo. - Dougie leu em voz alta.
- Tá me zuando?! Dá esse papel aqui Douglas!
- Não me chama de Douglas, ! Aí, saí de cima! Socorro!! Não me bate, aí!
finalmente conseguiu pegar o papel das mãos de Dougie, e o leu toda descabelada.
- Que tipo de atividade tosca é essa??

•••


- Hm, deixa eu ver... Consigo encostar a ponta de língua no nariz... - falou pensativa. - Mas isso não é segredo... Como a insiste em dizer, é uma habilidade especial.
John não sabia se morria de rir ou implorava para mostrar sua habilidade especial para ele.
Hm, por que isso não soou legal?
- Sério?! Me mostra? Eu quero ver!!

•••


Harry desistiu de tentar evitar a visão da janela, mas ela realmente não o agradava. Nem um pouquinho. Não queria que se interessasse por outra pessoa, não agora que ele finalmente conseguira chamar a atenção dela!

•••


respirou profundamente após ler o novo tópico.
- Eu não tenho segredos. - ela tentou parecer o mais tranquila possível.
- Nenhum?
Por que ele não podia simplesmente dizer 'Nem eu!Haha' e ponto final?
- Ahn... Só um. - se supreendeu erquendo seu olhar, finalmente parando de encarar a grava embaixo da árvore. Por que ela ia fazer isso? Era só uma atividade idiota, ela podia muito bem inventar qualquer coisa em vez de se abrir com Danny. - Eu não sou mais... Virgem. - e então ela finalmente sentio aquele peso enorme sair de seu peito. E ele foi substituído pelo incrível medo da reação de Danny.
- E... Isso te preocupa? - Danny perguntou com uma expressão diferente da de sempre. Uma expressão sincera.
- E-essa pergunta não está aí! - disse tampando automaticamente seu rosto com as mãos ao sentir sua bochecha queimar. Não era tão corajosa quanto pensou que fosse. - E o s-seu segredo?
Danny se encostou no tronco principal da árvore, suspirando lentamente.
- Eu também não sou.

•••


- Eu... Morro de medo de palhaços. - finalmente confessou, ficando vermelha.
- NÃÃO ACREDIIITO!!
- Dougie!
- Depois da aula a gente podia comer no McDonalds e aí de lá nós iríamos para o circo, e...
- Aaaah eu te mato garoto!! - ela voou nele, ficando por cima, óbvio.
- Tô brincando amor! Isso não saí daqui, prometo. - ele falou abraçando a cintura dela. - Mas bem que você podia comprar o meu silêncio...
riu sem conseguir se contem e o beijou, apaixonada.
OPA, para tudo! A apaixonada?

•••


- Ah esquece, eu desisto. Me diz um segredo você, ou a gente pula esse tópico e vai direto pro próximo! - disse desistindo de tentar se lembrar de um segredo. Ela nem roía as unhas!
John leu o tópico em silêncio, e depois em voz alta:
- Diga alguma coisa da qual você tem medo. - ele pareceu pensar um pouco. - Eu morro de medo de fracassar no futebol. Meu pai me treina desde pirralho, ele fez disso o meu destino, e...
ouviu em silêncio. Nem sempre a vida dos outros é fácil e ridícula como aparenta ser.

•••


tentou disfarçar seu espanto. E por que espantada? Talvez por não esperar altas confissões de um trabalho escolar idiota!
- E isso é um segredo? - ela se esforçou em tentar entender a repentina cara chateada dele.
- Pelo menos era... Eu mudei de escola por causa disso, não conseguia mais olhar pra ela...
- O que... O que que ela fez? O que aconteceu? - se sentou de frente para Danny, mudando de galho. Por alguma razão estranha e sem explicação o coração dela bateu mais pesado, ela estava preocupada com ele?
- Essa pergunta também não está aqui. - Danny falou esboçando um rápido olhar cruel. - Mas... Foi tudo por que ela não quis assumir. Ela disse na minha cara que se arrependeu, e que não...
não conseguiu nem o esperar terminar, abraçou Danny impulsivamente, o mais forte possível e quase chorando já.
- Isso é horrível, Danny!
Na hora ele se assustou com a atitude dela, e depois sentiu que poderia finalmente desabafar com alguém.
- Nós estavamos sóbreos, ! Ainda se ela estivesse bêbada... Mas não! - ele respirou profundamente o perfume dela, se acalmando e controlando a vontade de chorar, não havia o por que chorar, era passado. - Eu pensei que nunca mais fosse conseguir gostar de outra garota de novo, mas acho que me enganei mais uma vez... - o abraço dela era reconfortante, ele não conseguiu evitar um sorriso.
voltou ao seu galho, levemente corada e mudando de assunto o mais rápido possível.
- Então, o próximo tópico? - ela estava ocupada demais tentando manter sua coloração facial estável para ler o papel da atividade.
Danny leu em silêncio e depois mirou os olhos dela sorrindo.
- Do que você tem medo?
praguejou mentalmente todos os responsáveis por essa bendita atividade inútil.
- De estragar tudo, sempre. - foi ela falar que ele finalmente entendeu.
- Mas, às vezes, se valer a pena arriscar...
sorriu, sincera. - Leva um tempo pra se descobrir, né?

•••


- Eu-tenho-medo-de-palhaços! Já respondi essa pergunta inútil, é um segredo também!!
- Então eu acho que não valeu, você tem que contar outro segredo... - Dougie sacaneou.
- Como se o seu segredo fosse realmente um segredo! Sua família sabe! Qual é, e daí que você beija sua iguana??
- Já disse que eu não beijo ela, são só estalos, nem são na boca, e...
rolava de rir, malvada.
- Seei! Saí pra lá com essa sua boca beijadora de iguanas Poynter!
- Aaaaah , assim você me deixa alterado!!
- Ui, que honra!
Pra variar, eles deram por encerrado o tópico se beijando pra valer.

•••


- Eu tenho medo... De notas vermelhas, isso soou muito nerd, calma... Tenho medo de reprovar. Continua nerd...
- Eu também! - John viu que ela não ia parar tão cedo e resolveu falar logo o que queria.
encarou discretamente seu parceiro.
Acho que ela não se sente mais como Hermione Granger nenhuma, precisando de seu Harry. Talvez ela tenha achado seu Rony! E você pode culpar a Rooxy por essa comparação idiota.

•••


Vamos reforçar que realmente estava se divertindo.

•••


- Eu tenho medo... De não ser bom o suficiente...
- Como assim? Como você não seria bom o suficiente?
- Não sei, pergunta pra meu pai.
sorriu sincera.
- Isso me diz mais sobre o seu pai do que sobre você.
Danny pensou um pouco sobre o que ela disse.
- Tem razão. - e finalmente ele riu, descontraídamente. - Senta aqui?
Ele a puxou para o meio de suas pernas, e foi, meio incerta. Incerteza que passou quando Danny a encostou em seu peito e mostrou o próximo tópico da folha.
- Como você se vê em 10 anos? - ela leu em voz alta.

•••


- Em um convercível andando pelas ruas Londrinas e com várias gatas em volta... - Dougie começou a divagar, com a intenção de provocar .
- Você vai abrir um pet shop quando crescer? - perguntou se lembrando de uma antiga piada que fizera.
Resumindo bem, era aniversário de e todo mundo desejava muitos gatinhos para ela, chegou e desejou um pet shop para ter aonde guardar tanto gato. Relevem. Mas elas ficaram o resto do dia rindo.
- Como? - Dougie não sacou de primeira e levou um pedala de Isa.
- Você acabou de não entender uma piada da , sinta-se muito lesado. Eu me vejo morando em Londres numa casa enorme e com minhas amigas também, trabalhando numa empresa, talvez uma revista bem luxuosa, e...
- Nossa que sonho de Barbie.
- Toda Barbie precisa do seu Ken, Dougie.
Eu vou poupá-los de descobrir como foi a cantaria depois. Lembram daquela música da Barbie? Não? Sorte de vocês. Sim? Tem irmã mais nova né? Parei. Mas foi realmente uma cena hilária, e só pra constar Dougie sabia a letra inteira da música. De cor.

•••


- Eu me vejo com uma garota tão legal assim como você, morando num apartamento, não precisa ser muito grande, apenas o suficiente... E nós trabalharíamos duro de dia, mas valeria a pena à noite...
se derreteu por dentro, completamente. Ele sabe passar uma cantada, ué!
- E-eu... me vejo formada e com um emprego fixo... Jornalismo, com certeza... Com as minhas amigas morando numa casa em Londres... Nada muito bem planejado, mas... Não sei. - ela riu de nervoso.
- As vezes a gente programa e nada saí como o esperado, não é mesmo? - ele se inclinou lentamente, colocando uma mão na nuca de e puxando-a delicadamente para mais perto.
Levada pelo momento a mente dela ficou vazia. Completamente vazia, tudo o que havia no mundo era aquele garoto que a beijou delicadamente embaixo de uma roseira. E a mão dele em sua numa foi provável responsável por isso.

•••


Harry não acreditou no que deus olhos viram. Após encarar a cena por algum tempo, ele desistiu de ficar esperando reagir e bater no garoto. Simplesmente por que ela não o ia fazer. Por que ela não queria fazer. Ele voltou para a aula de gramática revoltado. Será que a noite anterior não havia significado nada para ela? O som da música estava tão alto que ela não o ouviu dizer sabe-se lá o que ela havia dito? E quem liga pra gramática de qualquer jeito?

•••


- Olha só esse horizonte. - Danny fez olhar para a vista através dos muros da escola. - Eu vim de um lugar que as árvores eram presentes em todas as casas, nas calçadas, era tudo esposto e lindo. Aqui não é Londres mas também não é interior... É num lugar desses, como o de onde eu vim, que eu gostaria de me ver daqui a 10 anos. Mas...
- Mas? - ela estava imaginando como a cidade natal dele devia ser linda.
- Num lugar desses sonhos não se realizam. - ele parecia chateado, novamente.
- E qual é o seu sonho?
Ele riu fazendo a garota sentir a risada dele.
- Pode parecer idiota, mas... Eu não me vejo de nenhum jeito que não seja em uma banda.
- De música pop? Tipo vocês cantando e dançando, e...
- Não! Uma banda de verdade, não te disse que toco guitarra?
- Ah é! - ela riu sem graça com a respiração dele em seu ouvido. Era difícil raciocinar assim.
- Então... Eu fico dividido. - ele abraçou a cintura dela apoiando sua cabeça no ombro de . - Entre morar no paraíso humildemente com uma família formada, e uma esposa bem risonha... Ou fazer de tudo para formar uma banda e fazer história.
- Uow... Que difícil! Mas, pera aí Danny, você só tem 17 e já pensa nisso?? - se virou um pouco para poder encarar ele.
- Na verdade eu tenho 18, - ele piscou com um sorrisinho sapeca no rosto.
- Claro, então tá, normal! Desculpa o mal entendido, xuxu. - ela rolou os olhos e voltou a encostar nele encarando o horizonte. - Veja por esse lado então: Pelo menos você tem planos. Eu... Não faço idéia de como vai ser depois da escola...
- Não mesmo? Nenhum planozinho?
- Hm, bom, tirando o de ficar vagabundeando um ano inteiro antes de se inscrever em alguma falcudade, não. Mas eu não sei que faculdade fazer... Vou acabar em Web Design, mas não consigo me imaginar trabalhando com isso... Ainda. Mas vai ser a saída, meus pais jamais deixariam eu fazer faculdade de música, fato.
- Eu posso dividir com você meu primeiro plano. - ele falou sem pensar.
- Ahn? - ela boiou.
E obrigado senhor, por ser mais lerda que uma tartaruga aleijada.
- Nada, quero dizer... - ele se enrolou em pouco. - Nada.
riu do embarassamento dele, mesmo sem entender a razão, ela achou fofo.
- Eu poderia simplesmente me arranjar com um guitarrista gostoso e viver com ele, - ela começou brincando. - nas turnês e tudo mais! Não chega a ser uma má idéia... - ela pensou melhor e descobriu que não era mesmo um plano tão ruim.
Danny riu pra valer nessa.
- Por que um guitarrista?
- Ah não precisa ser guitarrista, mas normalmente esses são os únicos que realmente se interessam por mim, mesmo que só depois de me ver tocando em algum ensaio da banda ou show. - ela deu de ombros.
- Como? Eu sou guitarrista mas nunca te vi "em ação"!
- E você se interessa por mim por algum acaso mocinho? - ela riu da idéia absurda, e como Danny pensou antes de responder, acabou não respondendo nada realmente significativo.
- ... Não sei... De repente... Nunca se sabe, e...
- Tá bom Dannyzão, saquei! - ela riu mais um pouco e ele pegou a folha da atividade novamente.
- Ih, acabou!
- Hm?
- Acabaram-se os tópicos! Não tem mais nada!
olhou em seu celular, cinco minutos para o sinal bater.
- Falta a foto ainda! Me dá, me dá! - ela pegou a câmera e virou-a para eles.
- Hey, não é uma foto de cada um, separado?
- Fica quietinho e sorri Danny!
Ele riu e voltou a abraçar a cintura dela.
- Xiiiiiis.
Sorrisão mais que colgate para a foto simpática da atividade estranha do psicólogo inútil que nunca passou por um psicólogo na vida.

•••


James estava tão entretido com a aula que contava os segundos para esta acabar.
Ele se distraíu com uma cena que rolava janela afora. Aquela era a ?
E ela estava com um cara do time de futebol?? OMG, Harry viu isso?
Porra, e agora?
Ele olhou para Harry que estava duas cadeiras atrás, compenetrado em batucar silenciosamente seu estojo.
Por favor ele não viu isso, por favor ele não viu, não não não!
James olhou para novamente, mas dessa vez ela não estava mais agarrada ao dude do futebol.

•••


empurrou de leve John para longe, com a mão em seu peito.
- D-desculpa, isso não é... Não é certo... Eu não devia, ahn...
- Hm? Por que? - ele deu seu maior sorriso até o momento.
Ela se distraíu um pouco com isso.
- Não, é que... Ontem, eu... Não foi uma boa hora, ontem... Me desculpa, mas... É que...
John piscou, sacando que ela devia ter um rolo com alguém já. Ele foi devagar demais, azar.
- Tudo bem, relaxa. Uma foto agora?
- S-sim! Foto, isso... - ela pegou a câmera. - Sorria!
- Você não vai sair na foto também? - ele perguntou fazendo bico.
- Não! Você não ouviu o que o Roger disse?
- Roger??
- O psicólogo!! - falou sacudindo os braços.
- Ah, claro, esse... Eu acho que não ouvi nem metade do que ele disse... - John fez cara de pensador.
- Tá legal. - e ela tirou a foto, ligeira.
- Hey!! - ele riu e pegou a câmera dela. - Sua vez!
- Oh nãão! - fez cara de pânico e se escondeu nas próprias mãos.
- Anda lindinha, um sorriso bonito pra câmera! - ele pediu, sacudindo ela.
- Okaaaaay! - e deu seu sorriso mais feliz, fazendo o sinal de paz e amor com a mão.

•••


- vem já aqui, você não vai se ver em banheiro nenhum antes de tirar a foto!! - Dougie correu atrás de que não fez muito esforço para escapar dele. - Mas aí eu vou sair horrível na foto Dãgui!
Dãgui?
- Como se isso fosso possível! - ele a puxou para si e ela foi já abraçando a cintura dele toda sorriso. - E... Dãgui?
- É mano, Dãgui! A gente aqui tem tudo apelido carinhoso, seliga, agora você faz parte disso! - ela sorriu sem nem um pingo de vergonha. - O James é Jimmy, a é...
- Tá bom, já entendi! - ele a beijou antes que aquilo durasse tempo demais, e bateu uma foto.
- FICOU MALUCO DOUGIE? A gente não pode levar uma foto dessa!! - pirou e pegou a câmera da mão dele. - Sorria!
Ela sorriu e ele beijou a bochecha dela, que ficou momentaneamente corada.
E o prêmio para foto mais fofa do ano vai para... Tá, parei.

•••


Se você quer mesmo saber, não vai tirar foto nenhuma, nunca, na verdade no momento ela nem se lembrava da câmera que havia pego. Muito menos o cara que não parava de beijá-la. Mas ainda faltava alguma coisa... Ficar se amassando com o gostosão do time de basquete no amário da educação física perdeu a graça rápido. Rápido demais okay. Porcaria.

CONTINUA




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