Help!
Autora: Lola Jones
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Romance, Drama - LongFic
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Nunca pensei que iria amar alguém, afinal, dois anos atrás, eu era feliz. E nunca tinha conhecido o amor. []
Não quero pensar nele. Não quero falar sobre ele. Vou falar sobre brigadeiro. O que ele tem em comum com um brigadeiro? TUDO. Levanta a mão quem gosta de brigadeiro. Você gosta né? Eu não. []
1- You’re pushing me out when I wanted in.
- Por favor, fala comigo. – Eu berrava enquanto ela apenas andava sem olhar para trás. – !
- Sabe, , você sempre foi meu amigo. Sério. Você não poderia ficar feliz com isso?
- Você sabe que eu quero mais.
- E você sabe que eu não quero.
- Qual é o meu problema? Eu sou fedido?
- Não. Eu vou te contar o seu problema. – Ela parou e olhou dentro dos meus olhos. – Você acha que o mundo te ama. Você acha que todos te querem. Quando, na verdade, você só tem uma banda. Fim. Você acha que todas aquelas vadiazinhas que você come te acham legal? Não. Elas só querem contar isso para as amigas. Oh, o me comeu, eu sou gostosa, beijos. – Eu dei risada, claro. Era hilário ver tentar imitar a voz de uma vadia. – Você é impossível . Impossível! – Ela continuou andando.
- O que eu posso fazer agora? Não estava nos meus planos me apaixonar por você. Você sabe o que a escola inteira vai ficar falando quando souberem que você me deu um fora?
- Por que você é tão preocupado com o que vão pensar de você?
- Porque são os meus amigos.
- Se enxerga . Você é lesado, não sabe se vestir e ainda tem cabelo duro. Quem ia querer ser seu amigo?
- Você.
- Eu sou uma loser patética. Não é o que você sempre diz para eles? – Ela bufou.
A chuva começou a cair, na verdade, ela despencou de uma vez e saiu correndo. Não ia conseguir alcançá-la nem que eu quisesse. Minha saída? Sentar e apreciar cada gota gelada que molhava o meu cabelo duro. Será que ela estava falando sério? Pára , quem liga para o seu cabelo? Melhor ter coisas duras, do que ter coisas moles. Isso foi meio “duplo sentido”. Nem ligo se você vai achar que eu sou um idiota. Talvez eu seja. O mais idiota dos idiotas. O rei dos idiotas. Merda. Estou começando a me xingar. Minha psicóloga disse que isso afeta minha auto-estima. Tenho que parar.
- , acorda. Você está bem? – disse, balançando a mão no meu rosto.
- Onde eu estou?
- Você levou um tombo no palco, alguém jogou um ursinho pra você e você caiu nele. – ria da lerdeza do amigo.
- E... a ?
- , acorda. Mundo real. Você caiu na frente de nove mil pessoas.
- Onde ela está? – disse com raiva.
- Eu acho que ele perdeu a memória . – continuava rindo.
- Não tem graça nenhuma . – disse sério.
- , você teve aquele pesadelo de novo. E toda a vez que você tem ele, me pede pra explicar. Eu sempre te explico o que aconteceu e você entra em depressão. Tem que tomar remédio e fica grosso com todos.
- Me fala o que aconteceu com ela. – Percebi que as lágrimas estavam pedindo permissão para me visitar. Como se eu tivesse alguma escolha.
- Quem vai explicar hoje? – perguntou.
- Vai você , você fala melhor. – respondeu.
Antes de começar a falar, respirou fundo. Ele encostou a mão no meu ombro, como se estivesse prestes a dar uma notícia terrível.
- Você tem certeza ? – Balancei minha cabeça afirmativamente. Dei permissão para uma lágrima escorrer sobre meu rosto. Esperei pacientemente contar a história.
2- Now I can’t believe she’s gone.
- foi uma menina que você conheceu no 3º colegial. Ela era sua melhor amiga e você se apaixonou por ela. Mas ela não ligava pra você e te deixou sozinho. Depois daquele dia, ela voltou para o Brasil, sua terra natal.
- Por que eu não vou atrás dela?
- Por causa da banda - Fletch entrou sorridente – Você tem coisas mais importantes do que um romance não correspondido.
- Eu preciso falar com ela, Fletch!
- Não, . Vamos dar uma volta, esquecer isso. – me chamou.
- A idéia ainda está em minha mente, fica a dica. – Saí com , batendo a porta.
- Eu acho que o Fletch tem razão.
- Até você ? Meu amigo?
- Me desculpa, mas ela não merece, .
- Claro que merece, eu a amo. Eu quero parar de ter pesadelos. Eu quero pelo menos ouvir ela falando não pra mim. Para eu poder seguir em frente.
- Vamos entrar aqui. –< SCRIPT>document.write(Tom) entrou em uma livraria.
- Pra quê ?
- Vou te mostrar uma coisa. – pegou um livro escondido na prateleira e deu pra mim.
- Um livro pra mim?
- Leia o nome de quem escreveu.
- ? ? – balançou a cabeça afirmativamente.
- Eu queria te contar há muito tempo. Tentei te fazer desistir disso. Mas só quero que saiba de uma coisa. Se você for para o Brasil, nós vamos. Eu só quero te ver feliz.
Dude, nós nunca fomos bons para demonstrar sentimentos. Sempre fomos os melhores amigos, claro. Nunca precisamos provar isso. Mas tinha me surpreendido. Tive até vontade de chorar. Estava realmente emotivo hoje. Mas seria muito gay chorar agora.
- Obrigado - disse, me segurando.
- Vamos sair daqui logo, pega o livro. - Pegamos o livro e fomos até o caixa pagar.
- Ei, olha isso aqui. – lia atrás do livro. – Todas as incertezas que sentia eram frutos do meu amor por . Você é um personagem do livro dude, que sexy!
- Não acredito – disse, vermelho- Ela lembra de mim.
No Brasil...
- , telefone pra você! – Silviscreuza me chamou e eu peguei o telefone.
- Pode desligar, já atendi tia. – E falei no telefone. – Alô?
- Er, ?
- Não, bananas de pijamas, quem é?
- Desculpa, eu queria falar com a.
- Aaah, eu sei quem você é.Calma, aquele garoto lesado do terceiro colegial... Não fala.
- Quer uma dica?
- Por favor.
- .
- Ah, não ajudou.
- Você não mudou nada – Ele riu.
- Nem você.
- Você nem sabe quem eu sou.
- Sei sim. Você é o garoto que eu usei o nome em um dos meus livros.
- Um dos?
- É, o meu primeiro para ser mais exata, eu escrevi seis.
- Em dois anos? Você é ninja, dude.
- AAAH!
- Que foi?
- , acertei?
- É, na mosca.
- Que coisa velha! Minha vó falava isso.
- Obrigado.
- Me desculpa.
- Claro, eu sou velho, estou acostumado.
- Não por isso, por ter te deixado sozinho, naquele dia.
- Eu te liguei pra falar sobre isso, estou indo para Brasil.
- Você vem pra cá? Quando? – disse assustada.
- Quando você decidir se quer me ver.
- Então pode pegar o próximo vôo.
- Sério?
- Não, estou brincando. – Teve um breve silêncio e eu pensei que ele tinha levado minha brincadeira a sério. – Você não acreditou nisso, acreditou?
- Sim - Nós rimos.
- Posso te perguntar uma coisa?
- Claro.
- Como você conseguiu meu telefone?
- Jamaaaaaais contarei. – Ele riu e desligamos o telefone. Eu não estava entendo mais nada. Aquele sempre foi meu melhor amigo e sim, eu queria vê-lo.
Peguei minha comida no microondas e sentei no sofá, ligando a TV. Era tão bom estar na casa da minha tia, em um lugar onde eu não era conhecida e as pessoas não ficavam correndo atrás de mim por um autógrafo. Não estou me achando, é só a verdade. Depois do meu primeiro livro publicado, as pessoas não saem do meu pé. Às vezes eu queria ser invisível. A campainha tocou, mas estou muito cansada para ir atender.
- Tia, você pode ir? – Nenhuma resposta. – Tiiiia? – Nada. – Droga, eu vou. – Suspirei baixo e olhei pelo buraquinho a porta, pra ver quem era. Não conhecia. Abri a porta.
- Queria falar com - O homem segurava meu livro na mão. Droga. Como tinha me achado aqui? Mas minha tia veio lá de dentro gritando.
- Xuxuziiiiiiiiinho! – Ela abriu os braços para abraçar o homem, que fez uma cara de bebê que até me fez pensar que ele era uma gracinha. Eles se abraçaram e eu era a única com a expressão estranha, esperando uma explicação.
- Tia, você conhece?
- É claro , eu fui maquiadora da banda dele por 3 anos. Lembra? amor.
Meus olhos se viraram para aquele homem bem arrumado, com jeito de roqueiro bem pago e cabelo bagunçado. O homem que há pouco tempo eu achei fofinho. E que há dois anos eu odiei. E que, antes disso, era meu melhor amigo. Ele já estava aqui quando me ligou. Juntei os fatos. Culpa da Silviscreuza. Ele sorriu. Mas que sorriso! Pára de babar , fala alguma coisa. Eu realmente não sei o que falar.
3- I’m looking at you from another point of view
- , er…oi?
- . – Ele me envolveu em seus braços e eu apenas sorri. Era estranho tê-lo tão perto. – Eu quero te levar para um lugar.
- Um lugar?
- Não reclama vai. Aqui no meio da Amazônia não tem nada romântico.
- Você ainda acha que tem chances?
- Acho. Eu tenho?
- Você é um homem otimista.
Ele estendeu a mão, como se estivesse me chamando para dançar.
- Vamos?
- Pode ser. – Passei pela porta e deixei ele sozinho.
- Quando você vai parar de me esnobar? – Ele passou a mão em volta da minha cintura.
- Não sei se eu vou parar. – Que sorriso era aquele? Me seduziu. Eu não olhava mais para como um garoto. Ele era um homem agora, estava mudado. – Então, o que você fez nesses dois anos?
- Eu?
- Não, Tadeu.
- Quem é Tadeu?
- Não interessa. – Bufei.
- Me fala agora! Quem é esse cara? , não me queira ver nervoso.
- Você está mais lesado que antes. – Bati na cabeça dele.
- Ai, como você é violenta. Vou te prender.
- Ah é? Virou policial?
- Isso mesmo. – Ele se achou.
{}
Não queria mentir para ela, mas eu não queria que ela soubesse que eu tinha uma banda famosa. Ela ia ser como as outras meninas que ficam babando em mim. E eu gostava do jeito frio que ela me tratava.
- Entre aqui. – Abri a porta do carro pra ela.
- Hum, não precisa ser cavalheiro.
- Não está vendo que eu quero te impressionar?
- Eu não vou mudar de opinião.
- Muito menos eu.
- Teimoso.
- Nervosinha.
- Irritante.
- Gostosa.
- O que você disse?
- O que você acha que eu disse?
- Pára.
- Não paro.
- Eu te odeio.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Mesmo mesmo?
- Ah. – Ela cruzou os braços e eu percebi que a tinha deixado nervosa.
- Me desculpa? – Ela não respondeu. Bati a mão no volante. – Droga! Eu sempre estrago tudo. Eu vim aqui para te ver, porque todas as noites eu tenho um pesadelo, você me deixando naquela chuva, sozinho. Eu não agüento mais. Então se você realmente me odeia e nunca mais quer me ver, me fale agora, porque eu preciso ouvir. Eu preciso te esquecer. – Olhei para ela, parei o carro. – Por favor.
- Você sabe muito bem o que eu acho de você.
- Ainda acha o mesmo.
- Eu já disse que não vou mudar.
- Nenhuma chance?
- Nada. Só quero ser sua amiga. Por favor.
- Tudo bem. – Continuei andando.
- Por que você fez isso?
- O que eu fiz agora?
- Pensei que ia me expulsar do carro.
- Amigos fazem isso?
Ela ficou quieta. Acho que não imaginava que eu ia conseguir ser amigo dela. Eu também não. Mas ia tentar, não poderia ser tão difícil. Ou seria?
- Quer um sorvete? – Olhei para a pequena lanchonete que tinha no caminho.
- Claro.
Parei o carro na frente do lugar, sem me importar em abrir a porta para ela ou tentar impressioná-la.
4- Dude, she’s amazing.
- Eu quero um sorvete de creme com cobertura de chocolate e aquelas bolinhas lá. E você, ?
- Er, o mesmo. – Sorri envergonhado.
Sentamos em uma mesa e esperamos o sorvete chegar.
- Quer ver o que eu sei fazer? – Ela enfiou as bolinhas no nariz e depois atirou com o nariz na minha testa.
- HAHAHA. – Eu ri demais. – Você é estranha, .
- Eu sei. – Ela deu de ombros.
Fiquei meia hora tentando fazer aquilo com as bolinhas, mas não consegui.
- Admita, . Eu sou melhor que você.
- Nunca. MUAHAHAHA. Eu ainda vou aprender a fazer isso.
- Você tem raciocínio lento.
- Qual é o próximo elogio?
- Estou pensando.
- Você sabe onde tem cinema aqui perto?
- Sim. Eu quero assistir Sorte no Amor. Vamos, vamos? – Ela ficava me cutucando como se estivesse insistindo.
- Não. – Berrei. Não podíamos assistir um filme que eu participava. Ia ser estranho e eu disse que não queria que ela descobrisse o meu segredinho. – Estava pensando em alguma coisa mais... Sangrenta.
- Que nojo de você. – Ela fez uma careta.
- Pelo visto já deu tempo de pensar no outro elogio. – Ela fez um joinha com a mão.
- Sim, quer saber o próximo?
- Não, obrigado.
- Ok, então. Vamos embora?
- Sim, onde quer ir?
- Acho melhor eu ir pra casa. Vamos andando?
- Andando? – Arregalei os olhos.
- Pára de ser preguiçoso. – Ela deu um peteleco em mim.
- OK. - Respirei fundo e levantei. – Por que você é assim?
- Assim como?
- Tão...criança.
- Algum problema?
- Nenhum, é que parece que você nunca cresceu, continua divertida, como sempre.
- É, e você era mais legal antes, realmente. Você está muito chato agora. – Ela rodou os olhos.
Pensei que ela estava brincando, mas eu pude perceber que realmente estava muito chato agora, ela tinha razão.
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Não quero pensar nele. Não quero falar sobre ele. Vou falar sobre brigadeiro. O que ele tem em comum com um brigadeiro? TUDO. Levanta a mão quem gosta de brigadeiro. Você gosta né? Eu não. []
1- You’re pushing me out when I wanted in.
- Por favor, fala comigo. – Eu berrava enquanto ela apenas andava sem olhar para trás. – !
- Sabe, , você sempre foi meu amigo. Sério. Você não poderia ficar feliz com isso?
- Você sabe que eu quero mais.
- E você sabe que eu não quero.
- Qual é o meu problema? Eu sou fedido?
- Não. Eu vou te contar o seu problema. – Ela parou e olhou dentro dos meus olhos. – Você acha que o mundo te ama. Você acha que todos te querem. Quando, na verdade, você só tem uma banda. Fim. Você acha que todas aquelas vadiazinhas que você come te acham legal? Não. Elas só querem contar isso para as amigas. Oh, o me comeu, eu sou gostosa, beijos. – Eu dei risada, claro. Era hilário ver tentar imitar a voz de uma vadia. – Você é impossível . Impossível! – Ela continuou andando.
- O que eu posso fazer agora? Não estava nos meus planos me apaixonar por você. Você sabe o que a escola inteira vai ficar falando quando souberem que você me deu um fora?
- Por que você é tão preocupado com o que vão pensar de você?
- Porque são os meus amigos.
- Se enxerga . Você é lesado, não sabe se vestir e ainda tem cabelo duro. Quem ia querer ser seu amigo?
- Você.
- Eu sou uma loser patética. Não é o que você sempre diz para eles? – Ela bufou.
A chuva começou a cair, na verdade, ela despencou de uma vez e saiu correndo. Não ia conseguir alcançá-la nem que eu quisesse. Minha saída? Sentar e apreciar cada gota gelada que molhava o meu cabelo duro. Será que ela estava falando sério? Pára , quem liga para o seu cabelo? Melhor ter coisas duras, do que ter coisas moles. Isso foi meio “duplo sentido”. Nem ligo se você vai achar que eu sou um idiota. Talvez eu seja. O mais idiota dos idiotas. O rei dos idiotas. Merda. Estou começando a me xingar. Minha psicóloga disse que isso afeta minha auto-estima. Tenho que parar.
- , acorda. Você está bem? – disse, balançando a mão no meu rosto.
- Onde eu estou?
- Você levou um tombo no palco, alguém jogou um ursinho pra você e você caiu nele. – ria da lerdeza do amigo.
- E... a ?
- , acorda. Mundo real. Você caiu na frente de nove mil pessoas.
- Onde ela está? – disse com raiva.
- Eu acho que ele perdeu a memória . – continuava rindo.
- Não tem graça nenhuma . – disse sério.
- , você teve aquele pesadelo de novo. E toda a vez que você tem ele, me pede pra explicar. Eu sempre te explico o que aconteceu e você entra em depressão. Tem que tomar remédio e fica grosso com todos.
- Me fala o que aconteceu com ela. – Percebi que as lágrimas estavam pedindo permissão para me visitar. Como se eu tivesse alguma escolha.
- Quem vai explicar hoje? – perguntou.
- Vai você , você fala melhor. – respondeu.
Antes de começar a falar, respirou fundo. Ele encostou a mão no meu ombro, como se estivesse prestes a dar uma notícia terrível.
- Você tem certeza ? – Balancei minha cabeça afirmativamente. Dei permissão para uma lágrima escorrer sobre meu rosto. Esperei pacientemente contar a história.
2- Now I can’t believe she’s gone.
- foi uma menina que você conheceu no 3º colegial. Ela era sua melhor amiga e você se apaixonou por ela. Mas ela não ligava pra você e te deixou sozinho. Depois daquele dia, ela voltou para o Brasil, sua terra natal.
- Por que eu não vou atrás dela?
- Por causa da banda - Fletch entrou sorridente – Você tem coisas mais importantes do que um romance não correspondido.
- Eu preciso falar com ela, Fletch!
- Não, . Vamos dar uma volta, esquecer isso. – me chamou.
- A idéia ainda está em minha mente, fica a dica. – Saí com , batendo a porta.
- Eu acho que o Fletch tem razão.
- Até você ? Meu amigo?
- Me desculpa, mas ela não merece, .
- Claro que merece, eu a amo. Eu quero parar de ter pesadelos. Eu quero pelo menos ouvir ela falando não pra mim. Para eu poder seguir em frente.
- Vamos entrar aqui. –< SCRIPT>document.write(Tom) entrou em uma livraria.
- Pra quê ?
- Vou te mostrar uma coisa. – pegou um livro escondido na prateleira e deu pra mim.
- Um livro pra mim?
- Leia o nome de quem escreveu.
- ? ? – balançou a cabeça afirmativamente.
- Eu queria te contar há muito tempo. Tentei te fazer desistir disso. Mas só quero que saiba de uma coisa. Se você for para o Brasil, nós vamos. Eu só quero te ver feliz.
Dude, nós nunca fomos bons para demonstrar sentimentos. Sempre fomos os melhores amigos, claro. Nunca precisamos provar isso. Mas tinha me surpreendido. Tive até vontade de chorar. Estava realmente emotivo hoje. Mas seria muito gay chorar agora.
- Obrigado - disse, me segurando.
- Vamos sair daqui logo, pega o livro. - Pegamos o livro e fomos até o caixa pagar.
- Ei, olha isso aqui. – lia atrás do livro. – Todas as incertezas que sentia eram frutos do meu amor por . Você é um personagem do livro dude, que sexy!
- Não acredito – disse, vermelho- Ela lembra de mim.
No Brasil...
- , telefone pra você! – Silviscreuza me chamou e eu peguei o telefone.
- Pode desligar, já atendi tia. – E falei no telefone. – Alô?
- Er, ?
- Não, bananas de pijamas, quem é?
- Desculpa, eu queria falar com a.
- Aaah, eu sei quem você é.Calma, aquele garoto lesado do terceiro colegial... Não fala.
- Quer uma dica?
- Por favor.
- .
- Ah, não ajudou.
- Você não mudou nada – Ele riu.
- Nem você.
- Você nem sabe quem eu sou.
- Sei sim. Você é o garoto que eu usei o nome em um dos meus livros.
- Um dos?
- É, o meu primeiro para ser mais exata, eu escrevi seis.
- Em dois anos? Você é ninja, dude.
- AAAH!
- Que foi?
- , acertei?
- É, na mosca.
- Que coisa velha! Minha vó falava isso.
- Obrigado.
- Me desculpa.
- Claro, eu sou velho, estou acostumado.
- Não por isso, por ter te deixado sozinho, naquele dia.
- Eu te liguei pra falar sobre isso, estou indo para Brasil.
- Você vem pra cá? Quando? – disse assustada.
- Quando você decidir se quer me ver.
- Então pode pegar o próximo vôo.
- Sério?
- Não, estou brincando. – Teve um breve silêncio e eu pensei que ele tinha levado minha brincadeira a sério. – Você não acreditou nisso, acreditou?
- Sim - Nós rimos.
- Posso te perguntar uma coisa?
- Claro.
- Como você conseguiu meu telefone?
- Jamaaaaaais contarei. – Ele riu e desligamos o telefone. Eu não estava entendo mais nada. Aquele sempre foi meu melhor amigo e sim, eu queria vê-lo.
Peguei minha comida no microondas e sentei no sofá, ligando a TV. Era tão bom estar na casa da minha tia, em um lugar onde eu não era conhecida e as pessoas não ficavam correndo atrás de mim por um autógrafo. Não estou me achando, é só a verdade. Depois do meu primeiro livro publicado, as pessoas não saem do meu pé. Às vezes eu queria ser invisível. A campainha tocou, mas estou muito cansada para ir atender.
- Tia, você pode ir? – Nenhuma resposta. – Tiiiia? – Nada. – Droga, eu vou. – Suspirei baixo e olhei pelo buraquinho a porta, pra ver quem era. Não conhecia. Abri a porta.
- Queria falar com - O homem segurava meu livro na mão. Droga. Como tinha me achado aqui? Mas minha tia veio lá de dentro gritando.
- Xuxuziiiiiiiiinho! – Ela abriu os braços para abraçar o homem, que fez uma cara de bebê que até me fez pensar que ele era uma gracinha. Eles se abraçaram e eu era a única com a expressão estranha, esperando uma explicação.
- Tia, você conhece?
- É claro , eu fui maquiadora da banda dele por 3 anos. Lembra? amor.
Meus olhos se viraram para aquele homem bem arrumado, com jeito de roqueiro bem pago e cabelo bagunçado. O homem que há pouco tempo eu achei fofinho. E que há dois anos eu odiei. E que, antes disso, era meu melhor amigo. Ele já estava aqui quando me ligou. Juntei os fatos. Culpa da Silviscreuza. Ele sorriu. Mas que sorriso! Pára de babar , fala alguma coisa. Eu realmente não sei o que falar.
3- I’m looking at you from another point of view
- , er…oi?
- . – Ele me envolveu em seus braços e eu apenas sorri. Era estranho tê-lo tão perto. – Eu quero te levar para um lugar.
- Um lugar?
- Não reclama vai. Aqui no meio da Amazônia não tem nada romântico.
- Você ainda acha que tem chances?
- Acho. Eu tenho?
- Você é um homem otimista.
Ele estendeu a mão, como se estivesse me chamando para dançar.
- Vamos?
- Pode ser. – Passei pela porta e deixei ele sozinho.
- Quando você vai parar de me esnobar? – Ele passou a mão em volta da minha cintura.
- Não sei se eu vou parar. – Que sorriso era aquele? Me seduziu. Eu não olhava mais para como um garoto. Ele era um homem agora, estava mudado. – Então, o que você fez nesses dois anos?
- Eu?
- Não, Tadeu.
- Quem é Tadeu?
- Não interessa. – Bufei.
- Me fala agora! Quem é esse cara? , não me queira ver nervoso.
- Você está mais lesado que antes. – Bati na cabeça dele.
- Ai, como você é violenta. Vou te prender.
- Ah é? Virou policial?
- Isso mesmo. – Ele se achou.
{}
Não queria mentir para ela, mas eu não queria que ela soubesse que eu tinha uma banda famosa. Ela ia ser como as outras meninas que ficam babando em mim. E eu gostava do jeito frio que ela me tratava.
- Entre aqui. – Abri a porta do carro pra ela.
- Hum, não precisa ser cavalheiro.
- Não está vendo que eu quero te impressionar?
- Eu não vou mudar de opinião.
- Muito menos eu.
- Teimoso.
- Nervosinha.
- Irritante.
- Gostosa.
- O que você disse?
- O que você acha que eu disse?
- Pára.
- Não paro.
- Eu te odeio.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Mesmo mesmo?
- Ah. – Ela cruzou os braços e eu percebi que a tinha deixado nervosa.
- Me desculpa? – Ela não respondeu. Bati a mão no volante. – Droga! Eu sempre estrago tudo. Eu vim aqui para te ver, porque todas as noites eu tenho um pesadelo, você me deixando naquela chuva, sozinho. Eu não agüento mais. Então se você realmente me odeia e nunca mais quer me ver, me fale agora, porque eu preciso ouvir. Eu preciso te esquecer. – Olhei para ela, parei o carro. – Por favor.
- Você sabe muito bem o que eu acho de você.
- Ainda acha o mesmo.
- Eu já disse que não vou mudar.
- Nenhuma chance?
- Nada. Só quero ser sua amiga. Por favor.
- Tudo bem. – Continuei andando.
- Por que você fez isso?
- O que eu fiz agora?
- Pensei que ia me expulsar do carro.
- Amigos fazem isso?
Ela ficou quieta. Acho que não imaginava que eu ia conseguir ser amigo dela. Eu também não. Mas ia tentar, não poderia ser tão difícil. Ou seria?
- Quer um sorvete? – Olhei para a pequena lanchonete que tinha no caminho.
- Claro.
Parei o carro na frente do lugar, sem me importar em abrir a porta para ela ou tentar impressioná-la.
4- Dude, she’s amazing.
- Eu quero um sorvete de creme com cobertura de chocolate e aquelas bolinhas lá. E você, ?
- Er, o mesmo. – Sorri envergonhado.
Sentamos em uma mesa e esperamos o sorvete chegar.
- Quer ver o que eu sei fazer? – Ela enfiou as bolinhas no nariz e depois atirou com o nariz na minha testa.
- HAHAHA. – Eu ri demais. – Você é estranha, .
- Eu sei. – Ela deu de ombros.
Fiquei meia hora tentando fazer aquilo com as bolinhas, mas não consegui.
- Admita, . Eu sou melhor que você.
- Nunca. MUAHAHAHA. Eu ainda vou aprender a fazer isso.
- Você tem raciocínio lento.
- Qual é o próximo elogio?
- Estou pensando.
- Você sabe onde tem cinema aqui perto?
- Sim. Eu quero assistir Sorte no Amor. Vamos, vamos? – Ela ficava me cutucando como se estivesse insistindo.
- Não. – Berrei. Não podíamos assistir um filme que eu participava. Ia ser estranho e eu disse que não queria que ela descobrisse o meu segredinho. – Estava pensando em alguma coisa mais... Sangrenta.
- Que nojo de você. – Ela fez uma careta.
- Pelo visto já deu tempo de pensar no outro elogio. – Ela fez um joinha com a mão.
- Sim, quer saber o próximo?
- Não, obrigado.
- Ok, então. Vamos embora?
- Sim, onde quer ir?
- Acho melhor eu ir pra casa. Vamos andando?
- Andando? – Arregalei os olhos.
- Pára de ser preguiçoso. – Ela deu um peteleco em mim.
- OK. - Respirei fundo e levantei. – Por que você é assim?
- Assim como?
- Tão...criança.
- Algum problema?
- Nenhum, é que parece que você nunca cresceu, continua divertida, como sempre.
- É, e você era mais legal antes, realmente. Você está muito chato agora. – Ela rodou os olhos.
Pensei que ela estava brincando, mas eu pude perceber que realmente estava muito chato agora, ela tinha razão.

