If it Was a Fairytale

Autora: Rooxy
Status: Finalizada
Revisada por: Lis
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Humor, Comédia Romântica - Short Fic
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- Cadê ela? – ele entrou na sala da casa delas tropeçando nos próprios pés de tanta pressa e euforia, quase soltando fogos de artifícios.
- Ela? – as garotas perguntaram juntas, tirando os olhos da TV e fingindo que não entendiam o propósito da pergunta.
- Uma, duas, três, quatro... Ok, ela não está aqui.
- Quem seria ela, exatamente? – Luh foi mais longe, disfarçando muito bem o sorriso sapeca.
- Mals, mas não tem ninguém chamado Ella aqui não, Danny... – Izzy zoou de vez, e elas caíram na gargalhada, finalmente achando uma distração mais divertida do que a televisão.
Danny resolveu simplesmente ignorar o momento, toda banda tem seus momentos de tédio assustador como esse.
- Ei, to falando sério, onde ela tá?
Elas se entreolharam e Luh falou séria:
- Bom, não sei se nós deveríamos contar... E mesmo que contássemos você teria que passar pelo jardim de espinhos e pelo Dragão para alcançá-la no último andar da torre.
- QUE NEM NA BELA ADORMECIDA!!! – Bia berrou, como se ninguém tivesse sacado a piadinha de Luh.
- O que? Olha, eu...
- Acho que vocês pegaram pesado agora. Sério – Izzy falou, cortando Danny e encarando Luh e Bia incrédula. – Ela tá no mesmo lugar de ontem, e antes de ontem, e antes de antes de ont...
- Hmm, eu deveria ter suspeitado disso antes, teria me poupado desse momento, erm... Por que vocês não saem, vão dar uma volta? Londres é enorme!
- Ah sim, e deixar a nossa doente sozinha aqui? NUNCA. Aí ela foge, pega vento e fica doente de novo, e daqui a 3 dias é o Nick Choice Awards, honey! A gente tem uma apresentação pra fazer lá!
- Claro, mas pra onde ela fugiria? Eu acho que vocês deviam confiar mais nela...
- Você nunca a viu doente, né? Então, deixa essa parte com a gente, ok? Nós cuidamos dela e você dá uma de alma caridosa – Bia falou séria.
- Aliás, será que é por isso que se nós virássemos as costas pra esse apartamento ela iria correndo até a gravadora? – Izzy perguntou, fingindo ser lerda para Danny conseguir acompanhar o raciocínio delas.
- Por que ela iria para a gravadora?
Todas o encararam bestas com a lerdeza do ser humano.
- Por que você estaria lá? – Juh se segurou para não falar muito alto.
Danny encarou-as por um tempo e depois a luz se fez na cabeça dele.
- CLARO, pra terminar de fazer a música nova! – Danny sorriu, se sentindo muito esperto e subiu escada acima, para encontrá-la.
Momento em que elas se encararam incrédulas.
- Eu desisto – Izzy meteu a cabeça no travesseiro.
- Eles se merecem!! – Luh disse, rindo, e fazendo as outras rirem também.
O segundo andar da casa estava silencioso, exceto pela TV do último quarto, que estava num volume quase imperceptível. A luz estava acesa e a porta entreaberta. , que havia ouvido pedaços da conversa lá embaixo, colocou a porcaria do gorro preto de volta na cabeça e deitou na cama, se cobrindo com os cobertores ao seu alcance. Ficar tanto tempo de molho estava deixando-a maluca.
Uma tosse seca foi ouvida do corredor por Danny. Parecia ser até falsa de tão seca. E antes fosse. Ele respirou fundo e foi até o quarto.
E lá estava ela! No mesmo lugar, enrolada nas mesmas cobertas e apenas com um gorro diferente cobrindo seus olhos.
- Cof, cof! – ela tossiu novamente, mal se mexendo.
Danny se sentou ao lado dela na cama e a cobriu com um cobertor que estava no chão.
- Mais uma coberta NÃO! Fala sério... – a voz dela saiu do meio das cobertas e cachecóis. – Vocês querem que eu derreta aqui!!!
Danny se assustou com a repentina fala dela. Até a última visita dele era tudo sussurrando por causa da garganta maravilhosamente inflamada dela.
- Você não pode pegar friagem! – ele explicou, sem conseguir esconder o sorriso.
- Por acaso eu lá pareço com alguém que está com frio?!
Ele encarou a face avermelhada dela, com os olhos amendoados da garota o perfurando.
- Por isso mesmo você não pode ficar descoberta, para não pegar uma corrente de vento!! – ele decidiu continuar provocando-a, era simplesmente irresistível.
- CORRENTE DE...! Sai da minha frente que você tá tampando a TV, Jones – ela voltou a ficar séria e enfiada nas cobertas e cachecóis.
Danny se concentrou em não rir.
- To te impedindo de ver pela milionésima vez a reprise da vigésima temporada de Friends?
- Tá me impedindo de ver o gostoso do Alex Turner no Makin’ Of do clipe aí!!
- Gostoso aonde? – ele gargalhou. - Ele é pele e osso!
- Ahã, verdade. Eu nunca assisti nada só por que tem um cara lindo. Ele é foda, então dá licença.
- Nãão... Fiquei com dó de você agora, achando que isso é ser gostoso...
- Já disse que eu tava zoando paçoca, deixa-me ver o Makin’ Of pooxa!
Mas Danny estava ocupado demais exibindo seus músculos.
- Olha só, isso que é ser forte! Grr! – ele fez pose de Super-Herói e o mau-humor de passou.
- Uoou, humilhou o Alexiezinho, coitado! – ela rachava de rir. – O QUE VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO? NEM PENSE EM TIRAR ESSA... – se escondeu embaixo das cobertas para não ver, se fingindo de santa.
Danny abrira os botões de sua camisa xadrez perigosamente.
Ela só pôde ouvi-lo rachando de rir.
- Maldito – sibilou ao espiar Danny. Ele estava com a camisa ainda, apenas com alguns botões abertos e rachando de rir.
- Que foi? Eu fiquei com calor! Esse quarto tá parecendo um forno...
- NÃO me diga?! – foi irônica. – Isso aqui tá mais quente que o inferno, fala sério.
- Como você sabe? – ele se sentou do outro lado da cama, todo alegrinho, e dando a uma visão melhor do que tinha por dentro da camisa.
Ela se escondeu mais nos cachecóis. Ele ainda a matava com aquele jeito.
- Não vou responder isso pra te poupar de voltar pra casa chorando, Jones.
- UUI, que medo! – Danny riu, sem levá-la a sério, pra variar.
- Se eu fosse você, ficaria mesmo! – ela o encarou com um olhar bem ameaçador.
- E por quê? – ele continuou com a mesma cara de deboche.
- Não vê mesmo a noção do perigo, né?? – ela nem reparou no fato de que ele estava cada vez mais próximo.
- E por que veria? Olha só o seu tamanho! Nanica que só! – Danny riu gostoso.
- NANICA? OLHA AQUI, EU... – estava mais vermelha do que antes.
Ele estava bem próximo quando abaixou a cabeça e riu baixinho, desconcentrando-a.
- Que foi?? Tá rindo de que bobão?
- Você fica linda brava! Não consigo resistir! – ele começou a rir DEMAIS, se jogando na cama de vez.
- Idiota – foi tudo o que conseguiu dizer.
“BABACA, RETARDADO E BESTA!”, era a outra opção.
- Ahh , não fica brava comigo! – ele fez cara de cachorro abandonado na rua.
- Morra – disse, fechando os olhos e fingindo pela décima vez no dia, que dormia.
Danny se esticou na cama e colocou a mão atrás da cabeça, de apoio, indiferente.
- Sabe... O pessoal amou aquela música que nós escrevemos... – ele deixou escapar, inocentemente, sabendo que aquilo acabaria de vez com o mau-humor dela.
- O QUE?! – sentou na hora, mandando todas as cobertas pro ar e quase mandando Danny também.
- Nossa, puxa, a sua voz voltou mesmo, hein? – ele riu, se ajeitando na cama de novo, dessa vez virando pra ela.
- É, pois é, quatro dias de pura mudez valeram... Mas não muda de assunto! Quem gostou da música?
- Bom, eu mostrei pra galera, ué! Pro Tom, pro Dougie e pro Harry... Eles acharam demais! Sabe, ficou bem diferente, e por ser praticamente um dueto, bem engraçado pro gênero...
- Também, a música saiu do meu bloquinho de notas que eu tava usando para me comunicar com vocês por causa da minha falta de voz.
- Pois é, já que só eu entendia as suas mímicas! – Danny não conseguiu segurar e riu pra valer.
- Erm... Eu nunca fui muito experiente com mímicas, sabe...?
- NÃO diga?!
Ela bateu nele com o travesseiro mais próximo, mas acabou rindo também.
Se isso fosse um conto de fadas, seria exatamente agora que ele a olharia nos olhos e sorriria daquele jeito de tirar o fôlego. “Eu te ensino a fazer mímicas, gata! Sou o melhor nisso!”, ele diria, se gabando. “O que?? Oh, Danny, você faria mesmo isso?”, ela ficaria com os olhos brilhando de tanta emoção, e nessa hora ele se inclinaria e beijaria a bochecha rosada dela. “Quantas vezes você quisesse amor!”, Danny se levantaria da cama e colocaria os óculos escuros, ajustando a jaqueta preta de couro e finalmente piscaria para ela, saindo do quarto com um último “Te amo!” jogado ao ar.
Mas isso aqui não era um dos sonhos estranhos da mente esquisita da , então abafem.
- Eu te ensino a fazer mímicas, gata! Sou o melhor nisso! – Danny disse, se gabando.
- O QUE? – foi pega de surpresa e se deu um beliscão por baixo das cobertas.
Acorda pra realidade querida!
- HAHA, você acha que amanhã já pode ir lá na gravadora?
- Com certeza! Não agüento mais ficar aqui nesse quarto!!
- Aí a gente termina de vez a música, sabe...
- Sim, sim! Mas a música foi mesmo levada tão a sério assim?
- Você não tá entendendo mesmo, né? Impressionou os três e mais uma galera que tava lá! Eles nem acreditaram quando eu disse que ninguém ajudou na letra, ficou completamente a nossa cara!!!
- Nooossa! – tentou relevar o momento em que ele dissera “Nossa, cara.”
Ele a lembrara terrivelmente da época em que ela daria tudo para estar ali, ouvindo aquilo e bem longe de sua terra Natal, sem ter que ir pra escola todo dia sabendo que seu destino era outro.
O celular de Danny tocou, era Tom.
- Ok, já to indo! ... – ele desligou o celular e se virou para ela novamente. – O Tom tá precisando de mim lá, e...
Se isso fosse um conto de fadas, seria exatamente agora o momento que seguraria a mão dele com a sua e pediria: “Não vá, Danny, por favor! Fique aqui comigo, eu estou tão... Sozinha.” e Danny olharia para ela tristonho, mas decidido. “Oh, , eu bem que gostaria de ficar, mas tenho um dever a cumprir com a galáxia! O universo precisa de mim.”, ele diria, sério, pegando sua espada Sabre de Luz, (que nem a do Star Wars!!) e murmuraria um: “Eu também preciso...”. E então chegaria o clímax do sonho, aonde Danny sentaria na cama novamente e o tão esperado beijo finalmente aconteceria.
Mas como isso não era um sonho, definitivamente...
- Tá esperando o que pra ir socorrer a Cinderela? Ele não vive sem você Danny!!
Digamos que Danny teria preferido a cena clichê do sonho estranho ao comentário sarcástico dela.
- Eeeah...
- Diz pro Dougie que eu vou pedir o divórcio, ele não aparece aqui tem uns dois dias – ela comentou, zoando e rindo ao lembrar do anel de noivado tirado da caixa de cereal.

* Flashback *

- O que eles esperam que eu faça com isso? - Dougie perguntou, revirando o anel na mão, incrédulo.
- Assuma que é gay e só comprou o cereal por causa do anel - Harry disse, zoando Dougie bem discretamente.
- Bom, eles esperam que você coloque no seu... - Tom começou, malicioso.
- Dedo! Ou na sua orelha! - cortou Tom rapidinho, o café da manhã não é uma boa hora pra se ouvir como o anelzinho do cereal jamais entraria no júnior do Dougie, se é que você me entende. - Eles colocaram o anel aí pra você se declarar pra mim, Dougiezão! - piscou para ele encantadoramente, sentindo na pele os olhares de ódio vindo de Izzy e de Bia.
Dougie riu e se ajoelhou.
- , , você aceita se casar comigo? - ele pediu, todo pomposo.
- Demorou! Vamos para L.A. agora mesmo baby!
Todos riram, mas Danny se sentiu um pouco desconfortável quando Dougie beijou a mão dela e piscou, voltando a se sentar em sua cadeira.

* Fim do Flashback *

- Como vocês são bobos, viu? – Danny puxou o gorro preto da cabeça de , deixando o cabelo castanho dela completamente bagunçado, mas a garota nem ligou muito.
Na verdade, ela praticamente agradeceu.
- AAAH; valeu Danny! Eu não agüentava mais esse gorro infeliz, mas me proibiram de tirá-lo! A Bia até me ameaçou de morte... Pode sumir com ele também! Taca janela abaixo e... – foi se empolgando, mas Danny cortou legal a empolgação dela.
- To fora! Não to nem um pouco a fim de provocar a ira da Bia, muito obrigado!
- HÁ, como se ela fosse ficar brava com você! – reclamou, desiludida, mas aceitou o gorro de volta, sabendo que Bia provavelmente se aproveitaria da situação para passar sua mão tarada nos braços, ombros e sabe-se lá mais aonde do corpo de Danny.
- Faz assim... Comporte-se bem que à noite eu passo aqui e a gente sai pra comer uma pizza, nem que eu tenha que ameaçá-las com... Com... O contrato da gravadora! Pode ser?
- SIIIM! Ahh demorou! Mas esquece essa parte aí do contrato querido, meio arriscado não acha? Rasgue o nosso contrato com a gravadora de vocês e eu nunca mais te olho na cara, além de te deixar com um olho roxo. Fui clara?
- Clara como a água da torneira!
- Água da...? Fala sério. E se elas não deixarem a gente ir, o que eu pessoalmente duvido, eu fujo pela janela! Yuhul, aventura! – se empolgou mais uma vez, e Danny tampou a boca dela com sua mão antes que acabasse berrando.
- Gritar é uma coisa que você NÃO pode fazer, ...
Ela tampou sua boca com as duas mãos na hora, por cima da mão dele. Por um milésimo de segundo pensou ter visto as bochechas de Danny se avermelhar, mas deve ter sido apenas o reflexo do sol (?).
Danny retirou sua mão rapidamente e disse, sem se alterar, apenas com a voz mais baixa:
- Sim senhor, mas você vai ter que me levar no Domino’s pra valer o sacrifício ouviu?
- Claaaro, relaxa aí que eu vou bolar um programa bem legal pra noite... Eu posso passar aqui umas oito horas?
pensou no tempo em que levaria para tomar banho, lavar o cabelo, secar o cabelo e se arrumar. Tá, talvez a preguiça não a deixasse secar o cabelo, mas o resto ela faria com muito prazer.
- É, pode ser... Mas nem pense em ligar desmarcando, viu? Nem que chova pedras, ou Londres seja invadida por terroristas, entendeu??
Ele riu demais e se despediu dela com um beijinho na bochecha. Antes tivesse a coragem necessária para virar o rosto acidentalmente causando um selinho. Mas a vida real podia garantir uma coisa que nem os melhores sonhos garantiam. Eles seriam sempre assim, os melhores amigos, mesmo que bancasse a sarcástica, era sempre ela que morria de rir das piadas toscas dele, e era só ele suspirar cansado que lá estava puxando-o para um canto e perguntando aflita se estava tudo bem, fazendo-o rir automaticamente.
“Só to com sono , me dá colinho?”
“Cínico”, ele ganhava um tapinha carinhoso na cabeça e os dois riam, como sempre.
Sacrificar algo assim exige muita coragem.
Mas se isso fosse um conto de fadas ele a puxaria da cama e diria: “Quem se importa? Nós podemos fazer isso dar certo!”
ficou acenando até Danny desaparecer porta afora. Então ela se levantou e foi para o banheiro, tomar o tão querido banho. Ela pensava exatamente na mesma coisa.
A imprensa iria adorar. Eles mostrariam toda a coleção de fotos de e Danny passeando, reuniriam todas as entrevistas em que os dois afirmavam serem apenas ótimos amigos e citariam todos os casos não confirmados de , afirmando que Danny fora o grande motivo para nenhum deles terem dado certo, incluindo o com Nick Jonas.
Como se tivesse sequer ficado com Nicholas Jerry Jonas. Malditos boatos.
“Como se eu fosse ligar para tudo isso, se esse sentimento fosse verdadeiro...”
... Se tudo não passasse de um sonho qualquer numa noite fria de inverno.
Era hora de acordar.

“Recently I've been,
Hopelessly reaching
Out for this girl,
Who's out of this world.
Believe me.

She's got a boyfriend
He drives her round the bend
Cos he's 23
He's in the marines
He'd kill me

For so many nights now
I find myself thinking about her now.”


A voz de Tom a fez voltar para a realidade dócil e cruel.
enfiou a cabeça no travesseiro, não queria abrir os olhos. Não, porque se ela os abrisse descobriria que estava atrasada para a escola, que ela não tinha uma banda no Reino Unido, e muito menos contrato com a Super Records. Sem contar o fato de que mais uma vez acordara de um sonho sem sequer beijar aquela boca de Danny. Nem nos sonhos! Talvez fosse demais para a sua criatividade ter que adivinhar como seria ótimo beijá-lo. HAHA.
Mas ela se levantou determinada, e desligou o despertador antes da melhor parte da música. Ela riu sozinha ao se lembrar de sua versão adaptada da música.
- I’m wasting my time coz he’ll never be mine and I know I never will be good enough for him, no no... I never will be good enough for him.
Pelo menos esses sonhos restauravam o humor dela. Nada como um sonho desses para passar bem o resto da semana.


FIM!




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