O Presente Perfeito

Autora: Verônica I
Status: Finalizada
Revisada e Scriptada por: Duda
Categoria: Tom Fic - Desafio do PoP #1
Sub-Categoria: Humor - Short Fic
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Naquela manhã de domingo, Thomas estava sentado em seu lindo, limpo e brilhante vaso sanitário branco, quando de repente lembrou-se que dali a dois dias seria seu aniversário. Sabia que , sua namorada, já havia lhe dado a brilhante idéia1 de que fossem passar o dia na casa de campo da família Fletcher e que depois sairiam para jantar com a família do garoto.
Mas como sempre os jantares em família (quase) sempre dão errado, ele já imaginava que o bolo que sua tia distante lhe traia seria um maravilhoso e enfeitado bolo de banana2. Fez cara de nojo ao lembrar-se de seu último aniversário em que foi obrigado a comer um pedaço do famoso bolo3 e aquilo resultou em duas semanas sem ver sua família. Poderia ser até um pouco infantil da parte de Tom, mas só ele sabia o quanto era ruim comer algo de que não gostasse.
Ele foi despertado de seus pensamentos com a namorada batendo na porta do banheiro. Limpou-se e resmungou algo antes de entrar no banho, em seguida ouviu a porta ser aberta e pôde ver pelo boxe o vulto de .
- Amor, hoje precisamos falar com seus pais para podermos usar a casa deles. – Tom riu, sua namorada sempre preocupada com os outros.
- , eu já disse que eles não se importam, sem falar que a única pessoa que vive naquela casa é o caseiro Sam.
- Mesmo assim Tom, eu insisto! Não gosto de usar nada que não é meu sem permissão! – escovava seus longos cabelos castanhos e intercalava seu olhar do espelho para o boxe. – Não demore. – e saiu apressada.
Tom aproveitou seu novo momento sozinho e voltou a pensar em como seria seu aniversário dessa vez, será que ele ficaria perdido ao ter que responder tantas perguntas de seus parentes novamente? Será que sua bisavó iria perguntar pela milésima vez se estava grávida? Reunião de família poderia ser complicada às vezes, mas mesmo com todos estes contratempos, Tom sabia que não existia ninguém melhor do que sua família.
Com um sorriso no rosto ele saiu do banho e foi para o quarto, deixando um rastro de água por onde passava. Viu sentada na cama balançando os pés com o olhar perdido. Rapidamente lembrou-se de quando a conheceu, ficou “fora do ar” por rápidos segundos até que ela se levantou e foi abraçá-lo.
- Por que essa cara de bobo? – ela sorriu, aquele sorriso que sempre fazia com que Tom sentisse arrepios.
- Estava só pensando! – ele acariciou os cabelos da menina. – O que vamos fazer hoje? – beijou sua bochecha e direcionou-se até seu guarda-roupa.
- Não sei, podíamos dar uma passeada por Londres, eu queria que você estivesse perto quando eu comprasse seu presente! – ela ficou vermelha e Tom achou aquilo uma graça.
- E o que você está pensando em me dar? – ele terminou de vestir a calça e abraçou pela cintura.
- Ainda não faço idéia, mas quero achar algo que seja bem a sua cara! – ela sorriu timidamente.
- Algo que seja minha cara? – Tom repetiu fazendo uma carinha angelical, deixando à mostra sua única covinha4 no lado esquerdo.
- Exatamente. – apertou a bochecha do namorado e em seguida encostou seus lábios no buraquinho, rindo, como sempre fazia.
- Sabia que eu amo quando você faz isso? Parece uma criança sapeca. – Tom riu junto com .
- Jura? – ela ficou vermelha novamente.
- Claro! – ficaram se olhando por um bom tempo, pareciam estudar os traços de cada um. Por fim resolveram sair logo, assim teriam mais tempo para andar pelas lojas.
A cada loja que entravam fazia com que as vendedoras a revirassem, em busca de algo para seu amor. Tom apenas a observava, ora hipnotizado por sua beleza, ora rindo do jeito como ela agia quando achava algo “bonitinho”.
- Tom, eu achei esse perfeito! – dizia a mesma frase pela trigésima vez naquele dia, enquanto esticava uma camiseta do “Ghostbusters”.
- Também gostei meu amor! – os olhinhos de Tom brilharam, era seu seriado favorito quando era criança.
- Mas ainda não acho que seja a sua cara! – ela fez biquinho e foram para outra loja. Dez lojas depois...
- , o que você quer me mostrar? – tapava os olhos de Tom, direcionando-o para o setor da loja onde havia visto o ‘presente perfeito’.
- Calma que você verá. – ela continuou, sorrindo e guiando o namorado. – Pronto. – destapou os olhos e esperou pela reação de Tom.
- Nossa...é...é... – Tom ficou boquiaberto. Era um piano de cauda, preto, todo trabalhado à mão. – perfeito! – conseguiu finalizar a frase.
- Já mandei embrulhar, daqui dois dias chegará à nossa casa! – disse dengosa e Tom virou-se para ela.
- Meu amor, é maravilhoso! Você realmente achou o presente que é a minha cara! – Tom a abraçou e beijou-lhe a covinha novamente.
- Sabia que precisava procurar mais para achar! – ela piscou, lembrando-se das reclamações do namorado enquanto andavam pelas lojas.
- Nossa, nem sei o que dizer! – ele passou a mão no rosto, ainda atordoado com a notícia.
- Um obrigado seria bom! – disse em um tom brincalhão, dando um soquinho no ombro de Tom.
- Acho que só isso não basta! – Tom riu e a abraçou pela cintura, aproximando os rostos para um beijo delicado e apaixonado, como só ele conseguia fazer.
Ficaram bons minutos trocando beijinhos no meio da loja até a vendedora avisar à que o pedido seria enviado no prazo de dois dias e acabasse com o clima entre o casal. Mas nada poderia afetar a felicidade que se instalara sobre eles. Tom agora tinha certeza de que aquele aniversário seria diferente dos outros, pois ele já tinha uma idéia de como recompensar , e não seria com um bolo, muito menos de banana!

FIM




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