Our Paradise

Autora: Rooxy
Status: Em Andamento
Revisada por: Lis
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Humor/Romance - Long Fic
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Capítulo 1.

respirou bem lentamente, ela podia sentir o sol queimar seu rosto, e o gosto de areia em sua boca era inconfundível. Sua cabeça parecia que ia explodir de tanto que latejava, e seus olhos não queriam abrir por nada. Ela respirava por algum tipo de milagre divino, pois mal sentia direito seu corpo. Que estranho... Aos poucos sua consciência parecia voltar, ela conseguiu se lembrar de um avião, com destino a Austrália, muita gente numa classe econômica cheia de crianças mimadas pedindo por doces e... Uma tempestade imprevista, de acordo com o capitão estava tudo sob controle. E ela até teria acreditado, se segundos depois um raio não tivesse acertado em cheio a asa direita do avião, bem perto da janela em que estava.
Mas que visão encantadora!
tossiu areia e abriu os olhos ao mesmo tempo em que colocava toda sua força restante nas mãos para se levantar dali, seja lá aonde ‘ali’ fosse.
Mas foi em vão, devo dizer. Seus braços cederam ao peso de seu corpo moído de dor e ela voltou pro chão. piscou, desolada, e resolveu ficar por ‘ali’ mais um tempo.
A última coisa que sua visão embaçada a permitiu ver foi um par de pés vindo em sua direção. Ou a perna do sujeito estava seriamente machucada ou aquilo era uma tattoo das grandes.

••••••••••••


se mexeu sentindo cada músculo de sua perna esquerda gritar e o ar escapou de seus pulmões, fazendo-a arfar desesperadamente.
- Hey, tá tudo bem, relaxa! – ela pôde ouvir alguém dizer, sem conseguir distinguir de onde exatamente vinha a voz, talvez por causa da quantidade de água em seus ouvidos. – Quer dizer, não exatamente tudo bem, afinal nós somos náufragos, mas para as condições, eu diria que está tudo bem... Eu consegui comida suficiente para hoje, acho...
Ele só parou de falar porque começou a tossir como se estivesse tendo uma convulsão, colocando água, areia e mais água boca afora. A tosse diminuiu e quando finalmente parou ela sentiu que duas mãos a seguravam.
- Acabou? Você tá melhor? Pode tomar isso aqui? É água de coco, vai te ajudar bastante...
balançou a cabeça positivamente, sem conseguir distinguir quem falava com ela, mas já podendo garantir que era um garoto. Enquanto balançava a cabeça sentiu o mundo rodar e decidiu que era melhor ficar paradinha na dela.
- Aqui, pode beber... Você tá tão pálida... Não tá legal, né? Tem um belo de um galo na sua cabeça, talvez seja por isso... Você não perdeu a memória, né??
- Se eu tivesse perdido a memória não me lembraria, não é mesmo? – a voz dela finalmente saiu; fraca, mas expressiva.
- Sim, sim... Ótimo! Você também bateu a perna esquerda, tinha um corte leve, mas isso eu já limpei, o que me assustou um pouco foi o hematoma...
engoliu outra dose da água de coco, sentindo-a umedecer cada célula arenosa de seu corpo.
- Minha perna esquerda dói demais... E o galo na cabeça lateja... Não consigo ver com muita nitidez...
- Espera aí! – ele se esticou para pegar alguma coisa e quando voltou tinha uma manga de blusa cortada e úmida. – Eu limpei o seu rosto, estava todo cheio de areia, mas fiquei com medo de limpar demais a região dos olhos, podia acabar te machucando...
sorriu, agradecida e ao mesmo tempo MUITO preocupada com o tempo em que ficara desacordada ali com aquele dude. Ela aceitou o pedaço de pano molhado e limpou seus olhos.
E ela finalmente conseguiu abri-los completamente. Com um devido esforço e uma certa ajuda se sentou e descobriu aonde estava.
Ela estava sentada numa toalha numa espécie de caverna bem rasa, larga, mas nada funda, feita de pedras e raízes de árvores. Perto dela havia algumas malas, roupas, toalhas, frutas e um dude de olhos azuis, bem sorridente. Mais ao horizonte havia areia, água, mais areia e muita água. Um belo de um mar, isso sim, com o sol já presente. Devia ser por volta das três da tarde pela posição dele. Vários pássaros brincavam de voar livres e soltos, ora se escondendo nas árvores, e cantando bem docilmente.
- Uou – foi tudo que ela conseguiu dizer.
- Né? Eu fiquei assim também por um tempo, assisti ao sol nascendo do outro lado da ilha, onde tem um lago... Nem tinha te visto ainda. Na verdade eu tava mais pra lá da ilha... – ele apontou para o lado direito. – E só encontrei você depois de juntar algumas malas aqui. Não tinha muita coisa pro seu lado, apenas umas roupas, toalhas...
- NÃO! O meu Jonh não! Não MESMO! Tem certeza que não tinha mais nada por lá?? Oh não, não acredito que logo o meu primeiro violão foi se perder nessa tempestade!!! – do nada a garota entrou em desespero, inconsolável.
- O seu violão tem nome? – ele tentou não rir. – Bom, não adiantaria muito ele continuar inteiro, de tanta água que tinha ele acabaria não prestando mais...
- A capa dele era dura, sabe? Impermeável. Coisa de qualidade. Oh não, por que logo você John? – as lágrimas começaram a cair de seus olhos, molhando a bochecha recém rosada dela.
- Ah sim... E essa capa era preta e coberta por adesivos com nome de bandas ou desenhos como o Snoopy?
parou de soluçar na hora e o encarou.
- Como você sabe disso??
Ele simplesmente puxou a tal da capa de trás de si mesmo, John estava bem!
- Você estava segurando ele quando te achei...
- AAAH QUE BOOOM! – pegou seu violão e o abraçou, voltando a sorrir.
- Você não quer tirar essa areia da roupa não? É só entrar no mar, e quando sair se secar... Colocar um chinelo e tal...
- Ok! – ela se levantou, mas caiu na hora. – Ouch! Minha perna... Erm... Acho que vou precisar de uma ajudinha aqui...
O hematoma na perna direita dela estava feio mesmo.
- Como você é apressada, eu ia te ajudar! – ele apoiou-a em seus ombros e a ajudou a se levantar.
Enquanto ele servia de muleta para a garota reparou no alargador em sua orelha, nos olhos mais azuis que o próprio mar, nas sardas que pintavam todo o seu rosto e no cabelo encantadoramente cacheado e bagunçado dele. sorriu e disse, serenamente:
- Ah é, pode me chamar de !
- Prazer , o meu é Danny.
“Hm, é, to sabendo” ela pensou.
- Prazer Danny, e obrigada por estar me ajudando tanto, mesmo quando eu estava desacordada.
Danny olhou para o sorriso dela e acabou sorrindo também.
- Imagina, o prazer foi todo meu.

••••••••••••


- Vamos lá, num pé só, vem! – Danny rachava de rir, e ela bateu no braço dele quando finalmente o alcançou saltitando num pé só até a beira da praia.
- Mas que gracinha você me fazendo andar num pé só...
- Dá logo o pé pra eu secar! Agora coloca o chinelo, rápido!
- Você tá me ouvindo? Eu tive que vir do mar até aqui num pé só...
- O outro pé, rápido! Pára de reclamar lindinha, foi a coisa mais fofa te ver saltitando num pé só!
- Claro, também vai ser muito fofo meter esse chinelo na sua cabeça, Daniel! Hey, volta aqui! Aonde você tá indo?? NÃO CORRE!
- Só se você prometer que não vai bater em mim!
cruzou os braços, emburrando.
- OK.
Danny voltou e a apoiou em seus ombros novamente, depois de cobri-la com sua toalha.
- O hematoma ainda dói muito?
- Não, já diminuiu bem a dor, mas eu ainda não consigo me apoiar nessa perna, dói demais...
- Eu já dei uma olhada em todas as malas, tem até algemas em uma delas, mas nada de pomada pra hematoma... Apesar de que tem alguns relaxantes musculares...
- Opa, algemas serão realmente úteis! Há. Você não pretende me dopar, né? Um relaxante muscular e eu já durmo...
- Ótimo, assim eu não tenho que agüentar suas reclamações de dor e seus tapinhas ardidos!
- O QUE?! Eu nem estou reclamando de estar ilhada com um caipira metido! É só essa dor bendita que...
- Caipira metido?
- ...Aham.
- Ah é? Tá bom então! – ele a largou de novo e correu de volta para a “caverna”.
- Ah, mas que ótimo, feri o orgulho da estrela...
foi saltitando numa perna só até umas pedras lisas que estavam por perto, ela se sentou por ali e resolveu meditar.
“Ah huuum...”.
- Toma, o remédio aí. Quanto mais cedo você voltar a andar mais cedo eu me livro de ter que ficar dando uma de babá pra senhorita mimadinha... – Danny entregou o remédio a ela junto com um coco aberto, tratando-a bem secamente.
- Vaaaleu fofinho – ela aceitou os remédios e o coco, e ficou assistindo Danny voltar para a “caverna”. – Você sabe que eu só falei aquilo pra zoar você, né?
Ele fingiu que não ouvia e ela acreditou.
- Na verdade eu até sinto falta do seu sotaque de Bolton... Era lindo – se voltou para as árvores que antes olhava e tomou o remédio.
“Barh, espero que funcione!”, pensou ao olhar mais uma vez para o seu hematomazinho.
E Danny riu sozinho. Saudades do sotaque de Bolton dele?

••••••••••••


O sol estava quase se pondo. notou tristemente que se ficasse ali mais um pouco seria praticamente impossível voltar para a “caverna” num pé só. Pelo menos a roupa dela secara completamente. Mimimi, mas ali tava tão bom... A brisa do mar, o som do mar indo e vindo...
“Bahr, vamos lá , hora de saltitar de volta para a bat-caverna, yuhul!”.
- Já vai? Poxa, mas eu acabei de chegar! Demorei um pouco, mas é que eu estava inventando uma janta com mangas, e o peixe demorou pra assar... Você deve tá com uma puta fome, né?
ficou boquiaberta. Danny estava com um “prato” de frutas numa mão e peixes na outra.
- Vo-vo-você pescou??
- Sim, por quê? Você não é vegetariana, né?
- Não, não, mas to de regime... Sabe como é.
Danny fez a maior cara de “sério?!”.
- Regime pra que? Quer ficar invisível?
- Eu tava brincando! Mas aonde você achou peixe? E como você pescou??
- Ah tá, ufa. Então, tem um lago aqui perto, como eu já te disse, eu peguei os peixes com umas roupas e... Me molhei todo, foi tenso.
rachou de rir, deixando-o meio sem graça.
- E eu perdi isso???
- É, vai zoando que eu te jogo lá com os peixes sem pensar duas vezes! – ele se sentou na pedra também, do lado dela.
- Nooossa, que maligno do mal você! – ela se serviu de um peixe, notando que ele estava num espeto. – Dude, como você fez isso?
- Com umas pedras tirei as escamas, em uma das malas havia um canivete também, ele me ajudou bastante... Foi bacana, mas teria sido mais rápido se eu tivesse tido uma ajudinha...
- Você não tava falando comigo! Pensei que ia ter que viver de água de coco...
- Ahn, pois é, eu quis fazer surpresa também, não resisti a sua declaração de amor pelo meu sotaque do interior!
- ...Você ouviu aquilo??
Danny rachou de rir. OMG; aquela risada que faz todos rirem! riu, inconformada, e deu um soquinho direto de direita no ombro dele, sussurrando um “idiota!” bem carinhoso.
- Haha, cuidado com os espinhos do peixe, ok? Só limpei-o por fora...
- Se preocupa não love, eu sei me cuidar!
- Aham, eu percebi isso quando te achei desacordada comendo areia na beira da praia...
- Haha. Ha!
Danny rachava de rir demais, voltara a balançar a cabeça negativamente. Como raios ela fora parar ali com Danny Jones??
- Olha só, olha só, pôr-do-sol!!
- Puxa, manga, pôr-do-sol, mar azul como o céu... Isso que é lugar pra ficar ilhada!
- Sem contar o gato que te salvou, ahn ahn?
- Gato? Têm gatos aqui?? Que demais!! Aond...
- Boba, to falando de miiim! – ele apontou com as duas mãos para si mesmo.
- Ah táá, saquei!! O sortudo aqui é você, imagina só se fica ilhado com uma fã maníaca e retardada? Ou com uma velha tarada?
- Hmmm, é, tá, acho que nós dois nos demos muito bem nessa – ele sorriu suspirando e olhando para o sol.
- É, acho que sim parceiro de naufrágio.

••••••••••••


- Não tinha nenhum álcool naquela manga? – perguntou, meio zonza, estirada na cama improvisada e feita de toalhas no chão.
- Não, não mesmo. Aonde eu teria arranjado álcool?
- Eu é que vou saber? To zonza de tudo...
- Deve ser o relaxante muscular...
- Ah claro, o bendito, já tinha até me esquecido. Céu estrelado e vento gelado, ui ui ui!
- Melhor dormir, não acha? Amanhã você acorda novinha em folha... Só mais um comprimido antes de dormir...
- Sim senhor! Da onde vieram esses cobertores??
- Ah, eu estava com eles quando o acidente aconteceu, sabe? Aqui, agora bebe a água de coco...
- Vou acabar enjoando de água de coco, mas é com certeza melhor do que a água do mar! Valeu Dan, boa noite... – se deitou novamente, praticamente já adormecida, e Danny a cobriu com o cobertor.
- Boa noite...
Sem medir o que fazia, Danny se inclinou e beijou a testa dela, antes de se deitar em seu próprio amontoado de toalhas e dormir também, exausto com o dia tão movimentado.
So the stars will shine uppon both of us the whole night.

Capítulo 2.

foi acordada pelo sol, Danny não estava por perto, devia ter cansado de esperá-la acordar do sono profundo em que estava. Ela se esticou toda, notando que sua perna não doía mais tanto quanto o dia anterior.
Ela se sentou e encontrou seu caderninho de anotações aberto ao lado de sua “cama”.
Dizia: “Escolha uma escova de dente lacrada, o café da manhã está pero da minha cama, eu fui dar uma mergulhada no lago e me trocar, volto com o peixe para o almoço. Tem uns biquínis nas malas aí, se for do seu interesse... Não há muito que uma aleijada possa fazer. Beijos!”.
- Ha ha, mas que gracinha de pentelho viu!
puxou a mala mais próxima e foi escolhendo um biquíni, um shorts, uma blusa larga... Deixou tudo separado e foi até seu café da manhã sem se levantar, para poupar a perna. Após várias frutas ingeridas, ela pegou sua troca de roupa e a escova com pasta de dente e foi até a pedra lisa perto do mar. Sua perna estava bem melhor, já podia se apoiar de leve nela. Ela colocou o biquíni o foi para o mar, escovou os dentes e nadou até enjoar.
Ela saiu da água e deitou para se secar e pegar um bronzeado. O tempo passou e nada de Danny aparecer, quando ela estava finalmente sequinha, vestiu “sua” roupa, e impaciente de tudo, deixou um bilhete para Danny. Ela resolveu, assim, dar uma voltinha pela ilha, sem se enfiar no mato, apenas contornando a beira da praia...

••••••••••••


“Fui dar uma volta na ilha, mas não se preocupe, não vou entrar no mato nem nada do tipo, apenas vou contornar a praia... Beijos!”, Danny leu o bilhete logo que voltou para a “caverna” com a pesca do dia e não avistou por perto.
- Ai ai ai, eu me preocupar? Ha! Hmmm... Melhor ir atrás dela!
E foi bem fácil achá-la. Na verdade, foi fácil até demais. estava sentada na areia com uma pilha de cobertores e toalhas ao seu lado no lado esquerdo da ilha, aonde Danny a achara. Ela encarava o horizonte azul perdidamente hipnotizada com tanto azul.
- , você tá bem? Eu cheguei na...
- Toca, vamos chamar a “caverna” de toca? – ela nem piscou, mas estava toda sorridente.
- Erm, claro...
- Eu resolvi dar uma voltinha, encontrei mais cobertores e essas toalhas aqui... – ela suspirou cansada. – Mas aí cansei de andar, e me sentei um pouco só pra descansar sabe? Minha perna tá bem melhor...
- Agora só falta você dizer que descobriu que ainda não pode forçar muito a sua perna, né? Bom, de qualquer jeito, é ótimo que o remédio esteja surtindo efeito, mesmo! Então vamos voltar que tem peixe fresquinho pra assar. Eu te ajudo...
- Não precisa! Só leva os cobertores, eu consigo voltar sozinha com as toalhas...
- Segura tudo no colo, é, as cobertas e as toalhas, isso...
- Por quê? Ahn...
Danny riu e a pegou no colo.
- Você já abusou demais dessa sua perna hoje mocinha! Não reclama e segura direito os cobertores...
pensou em espernear, berrar e xingar, mas tudo isso não passou do pensamento. Antes de dar um escândalo idiota, ela sorriu e disse:
- Valeu mesmo, Danny.
- Imagina, você é pequena e eu sou forte, tá fácil de te carregar até a... Toca.
- Olha aqui, pequena é a formiga, eu sou de estatura mediana, ok?
- Aham – ele continuou provocando e riu da emburradinha.
Ela desistiu e resolveu segurar-se nele com um dos braços, para ajudá-lo na árdua tarefa de carregá-la.
- O que aconteceu com aquele garoto que mal conseguia levantar o pesinho falso no clipe de ‘Don’t Stop Me Now’? – ela brincou, fazendo Danny rir ao se lembrar da época.
- Você tava a uns 50 metros da... Toca, sabia? - ele ainda tentava se acostumar com o novo nome do lugar que ela acabara de inventar.
- É, eu suspeitava... Mas tava realmente cansada...
- Sei.
- É verdade!
- Eu acredito.
- Ah tá.
- É sério!
notou que aquela discussãozinha ia longe, e resolveu terminá-la mais rapidamente.
- Cala a boca.
- Sim senhorita!
- Bom mesmo.
- Claro.
mostrou a língua pra ele e Danny riu, confuso.
- O que foi esse momento?
- Sei lá, deu vontade de ter uma briguinha besta com você!
- Não diga...?! Eu percebi mesmo...
Os dois riram e fechou com chave de ouro:
- Acredita... Em Papai Noel e coelhinho da páscoa?
OMG.

••••••••••••


“Como raios só nós dois viemos parar nessa ilha? E todos os outros passageiros??”.
- Sabe o que é mais engraçado? – perguntou.
- O fato de você estar usando o espeto do peixe de fio dental?
- Não! – ela parou de morder o “espeto”, envergonhada.
- Mais engraçado que isso? – ele zoou mais, com a boca cheia de peixe.
- Bahr...
- Ai! Ai!
- Que foi??
- Um espinho de peixe, ai!
- Fica parado! Abre a boca, me deixa ver!
- Agim?
- É, assim, agora fica quieto... Achei! Ouch, tá bem na gengiva... Isso vai doer pra sair, dude...
- Maiz du queh jah tahz duenduhx?
- Pára de fazer palhaçada! – ela reclamou, tentando não rir e se concentrar para remover o tal do espinho de uma vez.
- Eu non toh faxendOUCH!!- Danny tampou sua boca com as duas mãos no momento em que puxou o espinho.
- Uou dude, era dos grandes! - os olhos de Danny lacrimejavam; quando percebeu teve que se segurar muito para não rir. – Deixe-me ver como isso ficou, vamos, tira as patinhas, isso... – ela olhou e viu que estava sangrando. – Droga, tá sangrando! Se tivesse alguma coisa gelada aqui, um sorvete...
- Ah é, com certeza, sorvete numa ilha deserta!
- Pára de chiar que eu to pensando... – ficou pensativa por um tempo até que pegou uma toalha próxima. - Um minutinho pressionando esse pano no machucado e o sangue estanca!
- Tem certeza?
ignorou e enfiou a blusa na boca dele, estancando a ferida que o espinho deixara. Ela estava tão preocupada com o machucado que nem percebeu o quão inconveniente aquela situação era. Danny estava encarando a nuca dela.
- Que foi? – perguntou ao perceber.
- Isso é uma tatuagem? – ele estendeu a mão e retirou as mechas do cabelo castanho dela da frente de sua nuca. E lá estavam belas notas musicais tatuadas. – É de verdade? – ele tocou a tattoo e sentiu um arrepio percorrer o corpo dela.
- É, é de verdade... Meus pais ainda não sabem dela, mas eu fiz na minha primeira semana morando em Londres, eu sempre quis uma assim... – com a mão desocupada puxou a mão de Danny para longe de seu pescoço.
Eles se encararam num momento constrangedor de silêncio e ele sacou a inconveniência.
- Ahn, sabe, eu posso segurar isso... – ele se referia à toalha que usava para estancar o machucado dele.
- Ah é, claro... Já deve ter até parado de sangrar...
E então, num movimento idiota, retirou a toalha da boca de Danny.
Pra quê, né? viu todo aquele sangue e já ficou tonta.
- Hey, você tá legal? – Danny perguntou pegando a toalha da mão dela.
- Não, estômago fraco... Preciso de ar... – ela se deitou em sua suposta cama, para o sangue voltar a fluir em seu corpo normalmente.
- Ha ha, não pode ver sangue, é?
- Sei lá, eu fico tensa e não vai oxigênio suficiente para o cérebro... Você não imagina a tortura que é pra fazer exame de sangue...
- Nossa, complexo... Estranho que quando você viu o sangue na minha boca...
- Era pouco sangue, e eu nem reparei muito nele, o importante era fazer parar de sangrar... – ela inspirava e expirava com os olhos fechados e toda esticada na cama. E bem pálida.
- Puxa... Ah é, você ainda não disse o que é tão engraçado!
parou para tentar se lembrar do que queria dizer minutos atrás.
- Dude, não faço idéia!

••••••••••••


- O céu daqui é bem diferente do de Londres... – Danny comentou, do lado de fora da cabana, enquanto se trocava dentro dela.
Sim, agora sim aquilo era uma cabana. Com os cobertores que achou, eles conseguiram montar uma, impedindo o vento de entrar na cabana bem bolada.
- Pois é, é até mais estrelado que o interior de ... – ela saiu da cabana já vestida, olhando pro céu.
- De onde??
- . Brasil. América do Sul...
- Eu sei onde fica. Não sou burro, mas...
- Eu nasci lá, made in City! Pois é.
- Você não é...?
- Britânica? Eu pareço britânica?
Danny a olhou de cima a baixo e disse:
- Não, não mesmo. Mas sempre tem umas exceções...
- Aqui em cima! Eu to aqui em cima, honey!
Danny voltou a olhar para os olhos dela e riu.
- Mas então, você nasceu no Brasil, viajou pra Londres e agora tava indo pra Austrália?
- Eu nasci no Brasil, morei lá até completar a faculdade, e nesse tempo eu viajei pra Londres, fiquei lá por um mês. Voltei pro Brasil, terminei a faculdade e me mudei pra Londres de vez, com mais três amigas minhas. Nós estávamos indo pra Austrália a passeio, pois estamos de férias do trabalho... – a voz dela falhou e as lágrimas vieram.
- Hey, o que foi? ? – Danny se aproximou dela, pego de surpresa pela repentina recaída da garota.
- Você não tá preocupado, Danny? Eles estavam com você no avião, né? O Tom, o Dougie e o Harry....
- Sim, estavam...
- Como é que só nós dois viemos parar aqui? E onde é aqui? Será que os outros estão bem? Ah Danny, você não sabe como eu torço para nós sermos os únicos desaparecidos! Não consigo imaginar... E se elas não tiveram a ajuda que eu tive? Sem você teria sido bem mais difícil... – chorava pra valer, e Danny a abraçou, tentando reconfortá-la.
- Eu sei... Também estou preocupado com eles... Tento não pensar nisso por que nós não podemos fazer nada, além de sobreviver. Mas... Onde será que eles estão?
- São e salvos, eu espero... – limpou as lágrimas e Danny continuou reconfortando-a com seu abraço.
“Onde será que eles estão?”.

••••••••••••


- Olha, nos desculpem, mas uma lancha resgate voltou e nada do amigo de vocês, vocês não podem passar mais uma noite aqui, deixem um telefone que assim que tivermos notícias entraremos em contato...
A única coisa que eles pensaram em fazer foi gritar bem alto com o ser bigodudo-oficial-da-marinha.
- NÓS NÃO VAMOS A LUGAR NENHUM! - mas quem gritou não foi Tom, nem foi Dougie e muito menos Harry. - VÁRIAS PESSOAS FORAM ENCONTRADAS, TRATEM DE PARAR DE ENROLAR E ACHEM A NOSSA !!! – uma garota de óculos e roupas levemente hippies berrava com outro oficial da marinha a alguns metros deles.
- Senhorita, muita calma...
- CALMA? COMO ASSIM CALMA?? COMO VOCÊ OUSA NOS DIZER PARA NOS ACALMAR QUANDO NOSSA MELHOR AMIGA ESTÁ DESAPARECIDA NOS MARES AUSTRALIANOS HÁ TRÊS DIAS INTEIROS?! – uma outra mais alta e de cabelo loiro enrolado berrou de volta, furiosa.
- Nós não podemos procurar por ela de noite, entend...
- CLAAARO, E ENQUANTO VOCÊS DORMEM ELA PODE ESTAR MORRENDO!! – a outra loira e alta (talvez a mais alta das três) foi a drama queen da vez.
- Não adianta nós procurarmos a noite, podemos deixar passar alguma coisa importante...
- ENTÃO NOS DÊ UMA LANCHA QUE NÓS PROCURAMOS!
O bigodudo que antes falava com eles bufou e foi em direção das garotas ao notar que seu assistente estava começando a ficar com medo de apanhar.
- Senhoritas, isso seria a pior ação de todas, a noite é ainda mais fácil de vocês se perderem, e aí seriam cinco desaparecidos, e não só dois.
- Vai escovar seu bigodinho, ok? – a loira mais alta foi bem clara em cada palavra que dizia.
- Se alguma coisa acontecer com ela, qualquer coisa... – a mais baixinha e hippie ameaçou.
- É bom vocês a encontrarem sã e salva!! – a loira de cabelo cacheado fez questão de deixar claro.
E aí as três saíram decididas, nem notando nos garotos.
- Quer dizer que vocês não acharam uma garota, e mesmo assim vão se recolher e ir pra casa? – Harry perguntou para o oficial bigodudo, incrédulo, e as três garotas se viraram para ver quem dissera aquilo.
Ah, qualquer um, quer dizer, só o Harry Judd. Mas como se tratava de uma boa causa, nenhuma delas fez escândalo e muito menos desmaiou.
- Nós vamos estar nesse telefone aqui - Tom entregou um papel com o número da casa que eles haviam alugado.
- Nós não temos telefone para contato... – a mais alta das três, loira e de olhos castanhos, disse seca. – Nem lugar pra ficar. Vamos atrás de um hotel agora. Voltamos amanhã, e é melhor que seja um dia mais produtivo do que hoje!
Lágrimas rolaram pelo rosto dela, e as três saíram de vez, seguidas pelos garotos.
- Nós podemos ajudar com alguma coisa? – Dougie perguntou, compreendendo a dor delas.
- Você conhece algum bar bem alcoólico por aqui?

••••••••••••


colocava mais uma blusa de frio sobre as outras duas que ela já usava, e Danny fazia o mesmo.
- Por que a noite aqui é tão frio? – ela perguntou, colocando um par de meias como luvas nas mãos.
- Por que é alto mar, dãã. Essa ilha provavelmente está no meio de uma corrente aí...
- Claaaaaro, eu me lembro vagamente de ter estudado isso...
- Sorte sua...
- De não lembrar direito do que aprendi na escola??
- De ter parado de estudar pra seguir seu sonho. – estava séria, feliz por ele e meio triste por si mesma.
- Bom, eu... – Danny ficou meio sem reação com a “confissão” dela.
- Você teve a oportunidade e soube bem aproveita-la, sem contar que você teve apoio da família... Entende, se o mesmo que aconteceu com você tivesse acontecido comigo, meus pais jamais... Eles sempre priorizaram os estudos, e eles estavam certos, eu sei... Mas quando eu percebi que aquilo não era pra mim... – deu um sorriso conformado. – Eu sempre me empolgava por vocês, sabe, cada passo que vocês dão é como se fosse comigo... Minha mãe queria morrer comigo, pode crer...
- Então... Você é mesmo fan né?
- Daquelas verdadeiras. – ela deu um sorriso colgate daqueles.
- E eu posso saber o por que você não pediu um autógrafo e uma foto ainda? – ele tentou reanima-la mudando de assunto.
- Bom, pra que a pressa? Nós estamos ilhados, leeembra? Pra que eu ia dar uma de histérica e te assustar logo de cara?
- Bem pensado!
- Sem contar o fato que a minha câmera digital a essa hora deve estar no fundo do mar, ai bateu uma tristeza agora...
- Eu acho que vi uma câmera digital em uma das malas... Quer dizer, eu vi várias, mas só uma mala era impermeável e tava tudo sequinho dentro...
- A gente checa isso amanhã okay? – ela se deitou em sua cama gelada e se cobriu com o edredom vermelho com o logo branco da empresa de aviação estampado no meio. Quanto tempo demora pra um edredom esquentar?? Puta frio viu. notou uma movimentação peculiar ao seu lado e se virou prar dar de cara com um Danny com cara de criança pidona ajoelhado em sua cama. – Que foooi?
- Eu tava pensando se, sabe, ta um puta frio e... Erm, se a gente...
Null riu gostoso.
- Você quer juntar as camas?
- É, essa era a idéia. – ele respondeu meio sem saber se ria também.
- Claro, junta aí!– ainda ria quando se levantou para ajuda-lo e Danny acabou rindo também.
Eles se deitaram após juntarem as camas.
- Boa noite Danny!
- Boa noite ! E sonhe com os anjinhos!
Ouw que fofinho. só riu e zoou:
- Só se eles tiverem olhos azuis, caixinhos castanhos e um monte de sardas!
Danny demorou um pouco pra sacar.
- Ah mas aí você já tem um assim do seu lado, e adulto!
- Adulto aonde?
Ele fez cara de malvado e raxou de rir.
- NOOSSA, é verdade, você é “adulto”! Mas então eu não preciso nem sonhar né?
Eles riram e Danny abraçou a cintura dela por cima das cobertas, aproximando demais seus corpos, se você quer saber.
- Essa noite você vai ficar bem quente. – ele zoou “meio” que provocando.
- Cobre o seu braço bobo! E olha que eu to de olho nessa mãozinha ai viu! – respirou fundo e se perguntou quem era a verdadeira criança dali. OMG garota, Danny Jones está praticamente dormindo abraçado a sua cintura! Como ISSO foi acontecer? Nossa, que pergunta pop né? Daquelas que não saí mais da cabeça.

••••••••••••


Enquanto isso acontecia, num bar qualquer em Sydney, , e , as amigas de , esvaziavam a décima garrafa de vodka. Tom, Dougie e Harry já deviam estar na vigésima.
Mas tudo bem, hoje eles podiam.
Por que?
Ah, talvez por que , e não tinham notícias de , a super amiga que elas podiam contar sempre. Sem ela elas eram só as três mosqueteiras, e não o quarteto fantástico.
- Sabe, até que os três mosqueteiros são legais... - apanhou pelo comentário infeliz no momento em que dividiu-o com o mundo.
O pior era que era a responsável por ouvir os problemas delas e dar uma resolução perfeita ou no mínimo animar geral. Mas era meio difícil reclamar com ela sobre seu desaparecimento nos mares australianos já que ela estava, bom, desaparecida.
E Tom, Dougie e Harry então não precisa nem dizer. Além do fator “somos como irmãos” eles haviam perdido o vocal, guitarrista etcetc da banda. Tom estava convencido de que perdera alguns fios de cabelo e ia acabar calvo depois desse episódio em sua vida.
Tudo bem que Dougie aparentemente não pensava muito no assunto, já que sua mão na mão de Isa parecia o distrair completamente no momento. A cabeça da garota estava em seu ombro e ele podia sentir o perfume do condicionador dela. olhou pra ele e deu um sorrisinho envergonhado, meio chapada pra reparar no fato que ela estava de mãos dadas com Douglas Lee Poynter.
- Ahn, nós estamos fechando o bar... – um garçom estraga prazeres cortou o barato do casal e dos outros bebuns da mesa, retirando os copos de suas mãos.
Foi quando colocados para fora do bar que percebeu o erro delas.
- DROGA, nós devíamos ter alugado um quarto antes de encher a cara!
Todos tamparam os ouvidos e fizeram caretas.
- Não grita... – eles imploraram de um jeito que deu dó.
- Mals aí, mas nenhum hotel vai aceitar três bêbadas a essa hora da noite...
Da próxima vez não se distraiam com o perfume deles garotas!
- Bom, vocês podem dormir com a gente. Quer dizer, na casa que nós alugamos, tem colchão sobrando, e aí amanhã a gente vai junto para o porto, encher o saco dos bigodudos da marinha australiana. – Harry disse, como se fosse assim um a coisa muito normal três garotas praticamente desconhecidas irem dormir com eles.
As três garotas praticamente desconhecidas tocaram olhares de aprovação à idéia.
- Beleza, então vamos procurar uma danceteria aberta! – Dougie sugeriu girando com uma mão e com a outra, fazendo as duas racharem de rir.
- Ouh, danceteria são barulhentas, e podem ter fans – Tom tremeu só de pensar na idéia de ter que explicar as fans que Danny estava ‘desaparecido’ após o acidente do avião.
Não se preocupe Tommy, elas vão descobrir em breve pelo incrível meio de comunicação conhecido como televisão.
- Apaga o fogo aí Dougie, nós vamos pra casa.

Capítulo 3 - Parte I.

Pela primeira vez nos quatro dias de ilha acordou primeiro que Danny. Ela podia sentir a respiração dele em seu pescoço, fazendo cócegas de um jeito gostoso. Que isso menina? O braço dele continuava envolvendo a cintura dela.
Com todo o cuidado possível ela se levantou, pegou sua troca de roupa, a nécessaire com os sabonetes&afins, deixou um recado em seu caderno para Danny e saiu da toca sem deixar o sol entrar demais. Estava um belo sol, by the way, e ela resolveu levar John junto.
Minutos depois, provavelmente não mais que meia hora, Danny acordou e deu de cara com o recado dela.
“BOM DIA FLOR DO DIA! Espero que eu não tenha te acordado, acordei cedo e resolvi tomar um banhinho no lago sabe. Se o seu relógio de pulso estiver certo, ou seja, se ele for a prova d’água e não estiver biruta, eram 7:30 da manhã quando eu saí. Hora que você acordar vai pro lago também, aí você me ensina a pescar nosso delicioso prato requintado. Nem pense em me fazer cortar o bicho ou qualquer coisa do tipo. Só pescar. BEIJOOS, .”
Danny olhou no relógio e notou que eram oito horas, ela já devia ter tomado seu ‘banhinho’. Ele se levantou, trocou de roupa, escovou os dentes (e aqui eu me pergunto como as pessoas se sentiriam se soubessem que suas coisas estão sento usadas por estranhos), pegou o material necessário para a pesca e foi para o trilha que levava ao lago.
só percebeu o quão melhor sua perna estava enquanto nadava de biquíni no lago.Se ela não tivesse visto o hematoma, nem teria se lembrado do detalhe ‘estou aleijada’. Agora só doía se o hematoma super sexy fosse pressionado. saiu da água e se secou com uma toalha, estendendo-a no chão depois para se sentar nela e pegar seu querido John’zinho no colo. Já se somavam três dias sem tocar nadinha de nada no violão, ela sentia o desespero tomar conta de seu ser.
Para a felicidade dela, o violão estava bem pouco desafinado, em dois segundos já tava afinadinho e pronto para uma música bem agitada.
Ela tocava ‘A Lonely September’ quando a música a lembrou de uma outra letra... Que ela própria escrevera a um ano atrás. respirou fundo e sentiu sua mão fazer rodo o trabalho, tacando o violão como se jamais estivesse esquecido das cifras que compunham o ritmo na música de verão.
- Summer has come and it’s already gone, in a blink of eyes you’ve left me here. Sometimes sounds like you’re a season, couldn’t you stay just this time...
As palavras saíam da boca dela como se não controlasse mais nada, ela estava simplesmente hipnotizada pela melodia do violão, se lembrando de todo o sentimento que a música continha.
[n/a: Fiquei dias tentando me decidir se colocava ou não a letra da música aqui na fic, mas acabei não tendo coragem o suficiente pra colocar, né? Só o começo. Bom, a autoria da música é completamente minha, então fiquei com medo. HA. Mas tirar a letra dela não vai atrapalhar a fanfic!]
Danny pode ouvi-la cantando enquanto subia o morro que levava ao lago. Era ela certo? Só podia ser.
Ele chegou mais perto e seus olhos confirmaram o que os seus ouvidos já diziam. estava a alguns metros dali sentada com o violão no colo. A tattoo dela se destacava na cena, mas Danny estava bobo demais para reparar em qualquer coisa que não fosse a voz de . A voz dela se alterava conforme a letra da música, de um jeito meio rouco nos partes baixas, como no começo da música, e no refrão ela cantava a plenos pulmões, com tanto sentimento que ele conseguia sentir cada palavra que ela cantava. Ela sabia transmitir seus sentimentos quando cantava e tocava violão.
Após alguns minutos ali encostado numa árvore e curtindo a música, o som do violão foi diminuindo até sumir, encarava o nada, e então siu do ‘transe’, voltando o olhar para seu lindo violão. Danny estava completamente passado. Aquela música era dela? Bem, ele nunca saberia se não perguntasse.
- Você que fez?
Ela se virou assustada pra olhar na direção de onde a voz viera e ficou branca que nem papel quando avistou Danny vindo em sua direção com seu sorriso maroto.
- Ahn, er... Foi... É minha... Você tava aqui o tempo todo?
- Acho que peguei a música inteira. – ele sorria cada vez mais, enquanto ela procurava um buraco pra se esconder de tanta vergonha.
- Eu esqueci de alguns pedaços, tinha mais coisa na música, e... Faz tempo que eu não tocava essa, sabe, ahn...
- Ela passa um sentimento muito forte.
- É, eu sempre tive uma criatividade e tanto. Imaginei uma situação do nada e a música foi vindo, simples assim... Deu no que você acabou de ouvir.
- Então o que você cantou... Não aconteceu com você?
- Nãão.
- Nem com uma amiga? – ele estranhou.
- NÃO!
- É tão... Real o jeito que você cantou a música que fica difícil de acreditar...
- Eu estava interpretando a personagem. - zoou, imitando os sorrisos gigantes dele.
- Ah tá, claro. – Mil e uma idéias passaram pela cabeça de Danny. Ele tinha que fazer alguma coisa em relação a carreira musical que não tinha.


Capítulo 3 - Parte II.

Nem precisa dizer o tamanho da ressaca deles.
Mas além da casa ter a vista mais linda do mar, dentro dela havia uma farmácia, de tanto remédio que Tom achou no banheiro. Ele desceu as escadas com a cabeça latejando e foi pra cozinha.
levantou do seu colchão com toda a sua experiência e foi para a cozinha preparar uma de suas batidas infalíveis contra-ressacas-dumal. Ela encontrou Tom encarando alguns remédios na bancada.
- Sabe preparar alguma coisa contra-ressaca? – ele perguntou enquanto tentava desvendar os mistérios das bulas Australianas dos remédios.
- A melhor delas. – respondeu sorrindo, se sentindo bem humilde e começando a fazer seu trabalho.
TODOS na casa foram acordados pelo delicioso som do liquidificador na sua potência máxima.
- AAAAAAHN...
Que maravilhoso jeito de se acordar, não?
- Parece que a minha cabeça está se comprimindo até um ponto em que ela vai expandir e explodiiiiir! – Dougie desceu de seu quarto e sentou no sofá da sala onde e estavam deitadas e tampando os ouvidos com seus respectivos travesseiros.
- Que nem no Big Bang? – riu baixinho pra não piorar sua dor de cabeça.
- Claro, aí em volta da sua cabeça iam de formar várias mini cabecinhas, e... – começou a zoar mas foi cortada por um Harry sonolento.
- Parem com isso, as coisas idiotas eram pra ter sido titãs ontem, por que nós estávamos bêbados, hoje nós devemos ficar reclamando da dor de cabeça, mau-humorados. – Harry se sentou ao lado de Dougie, coçando seus olhos, cansado.
- Poxa, você parece ser com nisso! – zoou e todos riram daquele jeito estranho e silencioso.
- Patéééético. – entrou na sala com Tom e 4 copos da batida que fizera. – Beber nunca é uma boa saída.
- , nem vem! Eu bebi como nunca e faria tudo de novo, essa coisa... Não saber aonde a esta, e não poder fazer nada... É sufocante demais! – se sentou e pegou seu copo, mandando ver no remédio milagroso de Bia.
- To sabendo, mas... Beber não adianta...
- Já passou pela sua cabeça, , que se eles não acharem a ... Eu não vou conseguir, como eu vou contar isso pros pais dela? Bia, eu não sei... Não sei viver sem ela. A gente se conhece desde... Sempre!
E esse foi o momento em que e abraçaram .
- A gente sabe. – as três choravam silenciosamente.
Tom, Harry e Dougie torceram o nariz devido ao esforço usado para controlar as lágrimas. Danny e tinham que ser encontrados!
- Eles estão bem, com certeza. – Tom disse, encorajador.
- Tomara que eles estejam juntos, é muito mais fácil se sobreviver assim...
Todos mandaram travesseiros e almofadas em Harry.
- Vamos arrumar isso aqui para irmos pro porto!
- Siiim senhor!

••••••••••••


rachava de rir.
- Ele pulou, o peixe pulou pra fora da rede!!!
- Não solta a nossa rede-mega-improvisada se não os outros peixes também vão escapar!
- Ouh, okay, okay!- ficou séria e foi saindo do lago pra colocar os peixes numa mala própria.
- Volta rápido! Apareceu um cardume aqui!
- Okay! voltou o mais rápido possível sem assustar o cardume e jogou a outra ponta da super rede deles para Danny.
- Um, dois, três... quatro! – os dois jogaram a rede juntos, sincronizados.
- Que bonitinho, ele sabe contar até quatro! – ela zoou de quebra.
- Nossa, agora sim! – Danny mal se importou, feliz com a quantidade de peixes na rede.
- AI CARAMBA, QUANTO PEIXE!
- Segura forte! Não solta!
- A gente vai pegar tooodos?
- Menos os que são muito pequenos...
- Mas pra quê tanto peixe?
- Você já parou pra contar quantos você come? – ele zoou, disfarçando.
ficou sem fala, boqueaberta.
- Ta me zoando, é?! – ela bateu nele com a mão livre e usou a mesma para tirar os peixinhos pequenos de dentro da rede.
- Dá aqui essa ponta da rede que eu vou levar os peixes pra mala...
- Não dá pra nós dois levarmos juntos? É peixe demais, ta pesado!
- Eu carreguei você no colo, ta lembrada?
- Ae, desculpa aí ô macho man!
Danny pegou as duas pontas da rede e riu enquanto levava os peixes pra mala.
- OMG, O QUE FOI ISSO??? - berrou a plenos pulmões e Danny voltou correndo.
- O que foi?!
- Alguma coisa se mexeu ali, mas não parecia ser um peixe!
- NÃO se mexa, qualquer movimento e...
- COMO ASSIM NÃO SE MEXE??!
- O animal não vai fazer nada, peloamordedeus!
- Mas, mas, e se for uma cooobra??!
- Eu não estou vendo nada... – Danny disse, desconfiado, e desembestou a rir. – Do que você tá rindo?!
- Você, você tinha que ter visto a sua cara!!! – ela rachava de tanto rir e ele tacou água nela na hora, sem graça.
- Sua boba, eu fiquei preocupado!
- Nããããão diga? - praticamente chorava de rir.
- Fala sério! – ele a abraçou bagunçando todo seu cabelo, mas ela nem ligou, estava ocupada demais chorando de rir.
Ela estava tão ocupada rindo que nem reparou no fato de estar sendo abraçada por Danny Jones sem camisa, só de shorts, e ela só de biquíni.
Mas ele reparou no arrepio que percorreu todo o seu corpo ao simples encontro de sua pele com a dela.
- Essa tatuagem... Ela vai até onde? – os olhos de Danny viam as costas inteiras da garota, mas a tattoo não aparentava acabar por ali.
- Até o pé! - falou enquanto tentava recuperar seu fôlego. – Eu não fiz tudo de uma vez, sabe. São as notas de Imagine, a música inteira.
- Imagine... Do John Lennon?
- Yeep!
- Puxa, é uma música...
- Pura e cheia de significados! – ela não deixou ele terminar, completando a frase dele com um sorriso bobo na cara e encarando aqueles olhos azuis.
Aquilo despertou de vez aquele sentimento inexplicável que Danny sentia.
E aí a querida aproveitou completamente a distração dele e encheu a mão de água, mandando tudo direto na cara de Danny.
Ele riu e ela tentou correr, mas Danny segurou seu braço e a puxou de volta, ambos com um sorriso totalmente maroto na cara, mas por motivos diferentes. Danny se inclinou e colou seus lábios dos dela, com os olhos semicerrados, deixando a garota completamente sem reação. Ele passou a língua nos lábios dela, como se pedisse permissão para continuar aquilo, e ela abriu sua boca automaticamente, mas ainda estática.
Estática até sentir uma mão dele em sua nuca, e a outra em sua cintura, fazendo-a perder a razão de vez e aproveitar cada milésimo daquele ato insano de Danny. Toda a razão, tudo, evaporou instantaneamente da mente dela, como se não houvesse nada além daquele beijo.
passou seus braços em volta do pescoço dele, finalmente retribuindo com um beijo tão intenso quanto o anterior.Danny abraçou a cintura dela e laçou suas pernas em volta da cintura dele quando foi puxada para cima por ele.
Eles sorriam e se beijavam ao mesmo tempo, até a razão voltar a subitamente.
- O que foi? – Danny perguntou entre um selinho e outro quando notou que estava imóvel.
Ela sentiu cada beijo que ele deu em seu pescoço, rindo, e então o fez olhar para ela. beijou seus lábios uma última vez, descendo de seu colo depois, abatida.
- ? O que foi? O que aconteceu?? - Ela olhou-o, aflita e pálida como nunca.
- Danny... Você não tem, ahn, uma namorada?
E então a razão voltou para ele também. Claro, ele tinha uma namorada!
- Ouh, claro! A...
abaixou a cabeça, se odiando por se iludir tão fácil com aqueles olhos dele.
- Como você pôde?
- ... , ahn, desculpa! Eu... Esqueci, não devia ter...
- Esqueceu?? Tá. Você esquece fácil então. Aproveita e usa essa sua incrível capacidade pra esquecer isso também.
saiu a passos largos do lago, pegou suas coisas e com o violão nas costas saiu dali.
Claro que ela não estava nem perto de odiá-lo, só porque isso é humanamente impossível de se fazer. A raiva que ela sentia no momento era totalmente direcionada para si mesma, por ter se deixado levar pelo momento mais irreal de toda sua vida. Mas, diga-se de passagem, ela sempre foi uma atriz nata. Danny chutou a água, se odiando.
- Seu IDIOTA!
Ele não sabia por qual motivo se odiar mais. Ele traíra Olívia, simplesmente se esquecera dela enquanto a mesma devia estar em pânico com o sumiço dele. E ainda por cima ele estragara tudo com , ela devia odiá-lo agora. Grande idéia, idiota.

CONTINUA




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