Until The End Of Time
Autora: Isa Freitas
Status: Finalizada
Revisada por: Juh
Categoria: Dougie Fics
Sub-Categoria: Romance/Drama - ShortFic
Nota do desafio: 8,5.
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- , pára de comer meu chocolate! - Eu gritei para a menina de cabelo que estava sentada ao meu lado. Óbvio que eu estava brincando.
- Seu nada Dougie, é meu agora, você perdeu, porque eu sou mais forte! - Ela retrucou no mesmo tom de brincadeira, enquanto ria. Não posso deixar de comentar o quanto eu gostava da risada dela.
Bem, eu gostava de quase tudo nela, ela tinha uma alegria contagiante, e um jeitinho todo especial. Ela fez meus dias perderem a cara de segunda feira que eles sempre tinham, quando eu não estava compondo, ensaiando com os mcguys, tocando em algum lugar, fazendo turnês pelo mundo a fora, e etc. É, eu tenho uma banda, chamada McFly. Nós fazemos bastante sucesso ao redor do mundo, apesar de eu jurar não saber como. Claro que nós somos ótimos músicos, temos músicas ótimas e etc, mas é impressionante como o número de fãs aumenta cada dia mais, e logo faremos outros shows nesse segundo semestre de 2008. O ano está rendendo bastante. Estamos numa ótima fase e isso é fato. Mas enfim, voltando a falar dela, da . Eu não conheço ela faz muito tempo, agora fazem quase duas semanas já, na verdade. Ela mora na Califórnia, mas veio passar um tempo aqui para acabar os estudos e depois talvez fazer uma boa faculdade aqui. Diferente de mim, ela tinha grandes planos pra vida dela que envolviam estudar muito, muito mesmo. Mas ela parecia gostar disso até.
Eu conheci ela muito por acaso, posso dizer que foi muita sorte. Eu tropecei na coleira do cachorro dela, enquanto ela passeva com ele no parque aqui perto. Ela não sabia como pedir desculpas, já que eu meti a cara na grama, então eu sugeri que ela me levasse pra tomar um café como recompensa. Você realmente acha que eu perderia essa chance? Dude, ela é linda. É uma brasileira, que mora na Califórnia, e no momento está estudando na Inglaterra. Mais confuso impossível, mas deixa pra lá. Ela tem um corpo bonito, diferente das mulheres daqui (tá, ela é gostosa. Pra caramba), e tem um jeitinho todo cativante. Ela é criança e mulher ao mesmo tempo, é engraçada, mas sabe ser séria nas horas certas. Acima de tudo, ela é uma ótima amiga, pra todas as horas, como eu já percebi. É, AMIGA, não sei porque, mas tive medo de tentar algo a mais com ela, por medo de perder sua companhia. É estranho isso, vindo de mim. Mas juro que a companhia dela era realmente muito boa, e eu não estava disposto a arriscar isso. Quer dizer, eu queria beijá-la, e tê-la pra mim, mas eu me controlo relativamente bem.
- Se você não devolver o chocolate, eu vou te morder. - Disse encarando ela intensamente, tentando não rir. Os olhos dela olhavam fixamente para os meus, e eu não tinha intenção nenhuma de desviar.
- Então pode morder, você sabe que eu não ligo, Dãgui - Ela me chamou pelo apelido, que só ela usava, que só ela conseguia dizer daquele jeito fofo. Desse jeito, eu não conseguiria me controlar. Fato. Cumpri a ameça, e mordi a bochecha dela, deixando as marcas dos meus dentes lá. Aparentemente ela não se importou.
- Se isso ficar roxo amanhã, Dougie, eu arranco tuas tripas - ela disse com um sorriso maníaco. Claro, como eu podia ter esquecido? Amanhã era a formatura dela. E eu sinceramente não sabia se ela ia ficar pra fazer faculdade aqui. Mas esperava com todas minhas forças que sim. - Amanhã à noite eu tenho que estar L-I-N-D-A!
- , você já é linda de qualquer jeito. - Eu disse com simplicidade, porque ela era realmente linda. Ela deu uma risada e ficou ligeiramente corada. Como eu adoro conseguir fazer esse efeito sobre ela.
- Dãgui, eu tenho que ir descansar. Use esse seu telefone, ou o seu celular, tanto faz, pra me ligar hoje à noite, ok? Eu vou estar esperando, como sempre. - Ela sorriu, e foi andando até a porta, depois de dar um beijo no meu nariz. Nem precisava abrir mais a porta pra ela, ela já se sentia em casa. Esse negócio de ligar pra ela, era um costume nosso. Toda noite eu ligava pra ela antes de eu ir dormir. Quer dizer, toda noite que a gente chegava em casa antes das 5 da manhã, porque às vezes a gente saía com os mcguys e as amigas dela, às vezes eu saía só com eles, e às vezes ela saía com as amigas. Nada mais normal do que isso. Eu já tinha decorado o telefone dela, e o celular também, e a gente sempre passava horas conversando, às vezes.
Fiquei tocando, já que hoje eu não saíria, porque Harry, Tom e Danny resolveram sair com as namoradas. Eu peguei meu baixo preferido e fiquei tocando, até ficar com sono. E foi nessa hora que eu resolvi pegar o telefone e ligar pra ela, logo depois de tomar banho e escovar os dentes, assim eu já ficava debaixo das cobertas. Afinal, tá bem friozinho essa semana. Não demorei muito, e logo disquei o número dela.
- Boa noite Dãgui! - Ela atendeu no primeiro toque, com uma voz inconfundível de sono, mas com um tom bem alegre.
- Boa noite ! Te acordei, pequena? - Perguntei ligeiramente preocupado. Afinal, ela queria descansar.
- Sim, mas eu não ligo, né - ela respondeu como se fosse óbvio. Eu era importante pra ela, e isso me fazia sentir borboletas no estômago. Estranho.
- Muito anciosa para o grande dia? - perguntei curioso. Formarturas eram importantes, afinal.
- Nem me fale! Eu acho que vou passar frio amanhã, mas tudo bem! - ela respondeu rindo, sua risada cativante até por telefone - E você vai me ver né?
- Isso é mais do que óbvio, ! - Eu disse, dessa vez eu com o tom de isso-é-óbvio na voz. - Não perderia isso por nada!
Nós ficamos conversando por pouco mais de uma hora, antes de ela falar que ia dormir, e me desejar uma boa noite com aquele jeitinho fofo dela. Desse jeito, eu não ia mais conseguir me segurar. Na verdade, em alguns momento eu esquecia porque estava me segurando.
A noite seguinte chegou rápido, e eu nem cheguei a conseguir falar com a . Ela estava cheia de coisas pra fazer e eu não queria atrapalhar. Às 9 horas da noite, eu fui pro local onde a formatura ia ser, e não demorei pra conseguir encontrá-la no meio das outras garotas, porque ela meio que se destacava lá no meio. Ela estava incrivelmente linda, com o cabelo preso num penteado bonito e moderno, com um vestido tomara-que-caia roxo escuro, que não chegava ao joelho. Ela parecia brilhar mais que todos lá. Ou talvez fossem meus olhos. Duvido que fossem, na verdade, ela era linda mesmo. Já disse isso?
A formatura passou rápido e logo começou a festa. Finalmente, na minha opinião e na opinião da também, que preferia festas à cerimônias.
- Como se sente, no dia mais importante da sua vida? - perguntei, sem conseguir não sorrir ao ver o sorriso dela.
- Esse não é o dia mais importante da minha vida, mas eu me sinto incrivelmente bem! - Ela disse sorrindo mais ainda. - Mas tô bem afim de dançar. O que você me diz?
Acho óbvio comentar que eu não diria que faria tudo pra vê-la sorrindo, então só a levei para a pista, onde nós dançamos todas as músicas possíveis e imagináveis. Eu não conseguia desviar meus olhos dela, do corpo dela, do rosto dela, da boca dela. Eu queria beijá-la, e tenho certeza que não ia conseguir me conter, essa noite não. Ela dançava de um jeito que te fazia querer dançar também, então nenhum de nós parou nem um minuto sequer. Dançamos as músicas calmas coladinhos, para a minha felicidade (e eu conseguia ver um brilho nos olhos dela enquanto ela dançava comigo, para a minha felicidade dupla), e todas as outras bem próximos. Quando a festa acabou, já passava das 4 da manhã.
- Ei, vamos lá fora ver o céu, ver a lua? - Ela me propôs, estendendo a mão para mim. - Hoje é noite de lua cheia, poderia ser mais perfeito?
Eu peguei na mão dela, e nós fomos andando calmamente para o lado de fora, em direção ao meu carro. Algo me dizia que nós não iríamos para o carro, e algo me dizia também que ela queria ficar comigo tanto quanto eu queria ficar com ela.
Eu a envolvi num abraço apertado, quando nós chegamos perto do carro, e ela retribuiu com a mesma intensidade. Foi exatamente nessa hora que começou a chuva, caindo sem muita força e bem gelada sobre nós.
- Eu disse que ia passar frio! - Ela disse rindo, olhando fixamente para os meu olhos.
- Eu não vou deixar você passar frio. Pode acreditar. - Eu disse sorrindo também, enquanto passava meu polegar pela sua bochecha, e a puxava mais pra perto de mim pela cintura. Ela passou seus braços em volta de mim, e com uma de suas mãos, ela mexia no meu cabelo. Puxei o rosto dela para perto do meu com a mão que estava usando para fazer carinho dela, e logo nossas bocas ficaram a milímetros de distância. Desci minha mão para a cintura dela, e puxei seu corpo mais para perto do meu, de modo que nossos corpos ficassem colados, e assim nossos lábios finalmente se encontraram. Ela passou a mão pelo meu cabelo, e abriu a boca para dar passagem à minha língua. Começamos o beijo lentamente, e ele logo foi adquirindo intensidade. Não conseguíamos parar, não queríamos parar. A chuva caía sobre nós sem pena agora, mas nem isso podia nos separar nesse momento. Nada conseguiria tal proeza. Ela afastou sua boca alguns milímetros para respirar, e logo eu mordi seu lábio inferior, e comecei outro beijo, com vontade, e levantei uma das minhas mão para tirar o cabelo de sua cara lentamente, nem assim parando nosso beijo. Percebi que ela também não queria parar, e nós ficamos lá até eu perceber que ela estava congelando, e provavelmente eu também. Ela terminou o beijo,mordeu meu lábio inferior, e me olhou com um sorriso malicioso, e depois riu. Eu não pude deixar de rir junto.
- Queria fazer isso faz algum tempo, pequena.
- Não vou negar que eu também, pequeno. - Ela disse, me chamando pelo novo apelido pela primeira vez. Não conseguia parar de sorrir. Nem ela. Nós entramos no carro e fomos para a minha casa, onde ela tomou um banho quente e vestiu uma boxers minha, com uma das minhas camisetas. Incrível como ela ficava linda até de boxers e com uma camiseta escrita Hurley na frente. Logo depois eu tomei banho, e quando saí, encontrei ela deitada na minha cama, debaixo das cobertas, com os olhos fechados, aparentemente dormindo. Deitei suavemente do lado dela, e coloquei sua franja para o lado, para poder ver seu rosto. Ela abriu os olhos e olhou diretamente para os meus.
- Desculpa por te acordar, !
- Não me acordou, eu estava só com os olhos fechados, sentindo o seu cheiro. Essa cama tá impregnada com o seu cheiro, sabia? - ela disse com mais um daqueles sorrisos que eu adoro. Ela chegou mais perto de mim, e eu a abracei, dando um selinho nela. Assim eu podia sentir o cheiro DELA, podia dormir sentindo o cheiro dela, isso se a gente fosse dormir né. Ela começou a passar a mão delicamente no meu rosto, e logo nossos lábios se uniram novamente, com mais vontade do que antes. Não me arrependia nada de ter finalmente beijado ela. Me arrependia de não ter beijado antes, isso sim. Não demorou muito até ela estar sem a camiseta e a boxer, só com a calcinha e o sutiã, e eu também não demorei até ficar somente com a boxer. Não demorou muito até a calcinha e o sutiã irem parar no chão, do lado da cama, junto com minhas boxers.
A melhor noite da minha vida. De todas.
Quando eu acordei, vi que não estava deitada ao meu lado na cama. Só percebi onde ela se encontrava quando ouvi o barulho de coisas caindo, diretamente da cozinha. Desci as escadas, ancioso pra saber o que ela tava fazendo, e ela levou um susto quando me viu.
- DROGA, eu te acordei. Sou um desastre! - Ela disse indignada, mas ainda assim rindo. - Queria te levar um café da manhã na cama. Mas acho que nem rola mais, né. - Ela disse fazendo beicinho, com cara de magoada.
- A gente pode tomar café da manhã aqui mesmo, já que eu já estraguei a surpresa, né - Eu disse, rindo, e antes que ela pudesse dizer mais nada eu a beijei novamente. Nós comemos e passamos o resto do dia juntos, vendo filmes na sala. Não exatamente vendo, mas enfim.
- Dougie, eu preciso te dizer uma coisa. - Ela disse, e eu olhei pra ela, ligeiramente preocupado, - Eu vou voltar pra Califórnia. Amanhã.
Eu esperava qualquer coisa, menos isso. Isso partiu meu coração em vários pedaços, mais rapidamente do que eu poderia imaginar que isso aconteceria um dia, sem exagero.
- COMO ASSIM? - Eu perguntei assustado, preocupado, e todos os adjetivos desse gênero que existem em todas as línguas possíveis. - , você não pode fazer isso!
- Eu também acho - de repente ela ficou com uma expressão triste, e olhou para o chão - Não foi escolha minha, na verdade. Eu ganhei uma bolsa na melhor faculdade de lá, por causa de alguma coisa da empresa do meu pai. E aí meu pai mandou eu voltar pra lá, e eu não posso perder essa oportunidade... - eu levantei o rosto dela, e vi que ela tinha lágrimas nos olhos. - Eu não queria ter que ir embora, deixar tudo isso aqui, deixar você aqui... mas você tem a banda, e logo vai fazer mais alguns shows pelo mundo, inclusive um lá no Brasil que eu to sabendo - ela disse a última frase com um sorriso fraco.
- Você, devia... ficar. Aqui comigo. - Eu disse, com a voz fraca, meus olhos se enchendo de lágrimas. Mas eu sabia que nada podia mudar mais aquilo. De algum jeito, eu sabia. - Quando o avião sai?
- Amanhã, as 6 da tarde. - Ela disse, e agora as lágrimas escorriam sem dó pelo rosto dela. Eu me aproximei e a beijei de novo. Eu não conseguia evitar. Mesmo sabendo que ela iria embora. Mesmo sabendo que ela ia me deixar pra trás. - Eu vou sentir saudade Dãgui - Ela disse com voz de choro, misturado com a voz fofa dela, e começou a me beijar novamente.
Assim que ela foi embora, eu comecei a escrever uma música. A inspiração não acabava, tudo que eu queria dizer e não consegui, eu estava colocando lá. Passei a limpo numa folha, e coloquei num envelope onde escrevi ' De Dougie, Para , xxx' e coloquei em cima da mesa de jantar, fui dormir, e encontrei meu celular jogado em cima da cama. Tinha recebido uma mensagem, da .
"Eu não queria ter que te deixar, eu não queria ter que ir. Eu queria ficar aqui com você. xx"
Não consegui responder a mensagem, fui dormir com as lágrimas transbordando dos meus olhos. Eu iria ao aeroporto no dia seguinte, custasse o que for. Nem que eu chorasse que nem um bebê lá. E a manhã chegou sem piedade, um dia cinzento e chuvoso. Liguei para , e ela disse que estaria no aeroporto a partir das 3 da tarde; eu disse que iria junto. E assim nós dois fomos para lá no meu carro, com bolsas gigantes no porta malas, e o cachorrinho dela no banco de trás, o mesmo cachorro que foi o motivo da gente ter se conhecido. Nem tinha palavras pra agradecer aquele cachorro, sério.
Quando chegamos no aeroporto, ela fez o check-in, e depois nós ficamos andando por lá. Abraçados, conversando como sempre. Não queria desgrudar dela. Sabia que quando isso acontecesse, havia a grande chance da gente nunca mais se ver. NÃO. Bata na sua boca, Poynter. Vocês têm que se ver de novo, De algum jeito.
- Pequena, escrevi isso pra você ontem. - eu estendi o envelope para ela, que pegou com uma expressão curiosa, e apontou para um banco querendo sentar.
- O que é isso, pequeno? - Ela perguntou ainda curiosa, enquanto abria o envelope.
- Uma música, que eu escrevi pra você. E acredite, você ainda vai ouví-la no rádio.
- E aí eu vou lembrar de você. - Ela disse com um sorriso fraco. - Como se eu pudesse esquecer de você, algum dia. - Ela pegou o papel e começou a ler a letra da música. E foi quando eu comecei a cantar a música baixinho, perto do ouvido dela.
"Everyday feels like a Monday
There is no escaping from the heart ache
Now I gotta put it back together
'Cause it's always better later than never
Wishing I could be in California
I wanna tell you when I call ya
I could've fallen in love
I wish I'd fallen in love
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
We could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Waking up to people talking
And it's getting later every morning
Then I realise it's nearly midday
And I've wasted half my life to throw it away
Singing every day should be a new day
To make you smile and find a new way
Of falling in love
I could've fallen in love
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
Oh we could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
We could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
(Yeah)
Sick of waiting, I can't take it, gotta tell ya x8
I can't take another night on my own
So I take a breath and then I pick up the phone
She said oh, oh, oh, oh
She said oh, oh, oh, oh
She said oh, oh, oh, oh...
We could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
Yeah, we could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
I wish I'd fallen in love."
Ela estava chorando visivelmente agora, e me beijou assim que terminei de cantar.
- Não sei quanto a você... Mas eu acho que eu já me apaixonei mesmo. - Ela disse, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Me fazendo rir e chorar junto com ela.
- Eu também, pequena. Eu também. - Eu disse, sem ligar pra nenhum fotógrafo que estava tirando algumas fotos, e a beijei de novo. Já estava na hora dela ir para o avião. Eu não queria deixá-la ir, mas eu tinha que deixar. Não ligava que amanhã eu fosse ouvir em todos os meios de comunicação possíveis falando sobre hoje, falando sobre ela. Eu não ligava.
Nós fomos abraçados em direção ao lugar que ela deveria ir para entrar no avião, e nós demos o nosso último beijo. O nosso beijo de despedida.
- We could've fallen in love. - Ela susurrou no meu ouvido.
- Vou sentir sua falta. - Dei outro beijo nela. - Como nunca senti de ninguém.
- Eu também. - Ela me deu um selinho, e eu observei ela andar e se misturar com as outras pessoas, até ela sumir de vista. Esperei até o avião decolar. Esperei lá sozinho, chorando. Sentiria a falta dela, já estava sentindo. Mas quem sabe alguem dia a gente pudesse se encontrar de novo. Eu esperaria até o fim dos tempos pra poder vê-la novamente.
we could've fallen in love.
Fechar a janela para voltar ao PoP
- Seu nada Dougie, é meu agora, você perdeu, porque eu sou mais forte! - Ela retrucou no mesmo tom de brincadeira, enquanto ria. Não posso deixar de comentar o quanto eu gostava da risada dela.
Bem, eu gostava de quase tudo nela, ela tinha uma alegria contagiante, e um jeitinho todo especial. Ela fez meus dias perderem a cara de segunda feira que eles sempre tinham, quando eu não estava compondo, ensaiando com os mcguys, tocando em algum lugar, fazendo turnês pelo mundo a fora, e etc. É, eu tenho uma banda, chamada McFly. Nós fazemos bastante sucesso ao redor do mundo, apesar de eu jurar não saber como. Claro que nós somos ótimos músicos, temos músicas ótimas e etc, mas é impressionante como o número de fãs aumenta cada dia mais, e logo faremos outros shows nesse segundo semestre de 2008. O ano está rendendo bastante. Estamos numa ótima fase e isso é fato. Mas enfim, voltando a falar dela, da . Eu não conheço ela faz muito tempo, agora fazem quase duas semanas já, na verdade. Ela mora na Califórnia, mas veio passar um tempo aqui para acabar os estudos e depois talvez fazer uma boa faculdade aqui. Diferente de mim, ela tinha grandes planos pra vida dela que envolviam estudar muito, muito mesmo. Mas ela parecia gostar disso até.
Eu conheci ela muito por acaso, posso dizer que foi muita sorte. Eu tropecei na coleira do cachorro dela, enquanto ela passeva com ele no parque aqui perto. Ela não sabia como pedir desculpas, já que eu meti a cara na grama, então eu sugeri que ela me levasse pra tomar um café como recompensa. Você realmente acha que eu perderia essa chance? Dude, ela é linda. É uma brasileira, que mora na Califórnia, e no momento está estudando na Inglaterra. Mais confuso impossível, mas deixa pra lá. Ela tem um corpo bonito, diferente das mulheres daqui (tá, ela é gostosa. Pra caramba), e tem um jeitinho todo cativante. Ela é criança e mulher ao mesmo tempo, é engraçada, mas sabe ser séria nas horas certas. Acima de tudo, ela é uma ótima amiga, pra todas as horas, como eu já percebi. É, AMIGA, não sei porque, mas tive medo de tentar algo a mais com ela, por medo de perder sua companhia. É estranho isso, vindo de mim. Mas juro que a companhia dela era realmente muito boa, e eu não estava disposto a arriscar isso. Quer dizer, eu queria beijá-la, e tê-la pra mim, mas eu me controlo relativamente bem.
- Se você não devolver o chocolate, eu vou te morder. - Disse encarando ela intensamente, tentando não rir. Os olhos dela olhavam fixamente para os meus, e eu não tinha intenção nenhuma de desviar.
- Então pode morder, você sabe que eu não ligo, Dãgui - Ela me chamou pelo apelido, que só ela usava, que só ela conseguia dizer daquele jeito fofo. Desse jeito, eu não conseguiria me controlar. Fato. Cumpri a ameça, e mordi a bochecha dela, deixando as marcas dos meus dentes lá. Aparentemente ela não se importou.
- Se isso ficar roxo amanhã, Dougie, eu arranco tuas tripas - ela disse com um sorriso maníaco. Claro, como eu podia ter esquecido? Amanhã era a formatura dela. E eu sinceramente não sabia se ela ia ficar pra fazer faculdade aqui. Mas esperava com todas minhas forças que sim. - Amanhã à noite eu tenho que estar L-I-N-D-A!
- , você já é linda de qualquer jeito. - Eu disse com simplicidade, porque ela era realmente linda. Ela deu uma risada e ficou ligeiramente corada. Como eu adoro conseguir fazer esse efeito sobre ela.
- Dãgui, eu tenho que ir descansar. Use esse seu telefone, ou o seu celular, tanto faz, pra me ligar hoje à noite, ok? Eu vou estar esperando, como sempre. - Ela sorriu, e foi andando até a porta, depois de dar um beijo no meu nariz. Nem precisava abrir mais a porta pra ela, ela já se sentia em casa. Esse negócio de ligar pra ela, era um costume nosso. Toda noite eu ligava pra ela antes de eu ir dormir. Quer dizer, toda noite que a gente chegava em casa antes das 5 da manhã, porque às vezes a gente saía com os mcguys e as amigas dela, às vezes eu saía só com eles, e às vezes ela saía com as amigas. Nada mais normal do que isso. Eu já tinha decorado o telefone dela, e o celular também, e a gente sempre passava horas conversando, às vezes.
Fiquei tocando, já que hoje eu não saíria, porque Harry, Tom e Danny resolveram sair com as namoradas. Eu peguei meu baixo preferido e fiquei tocando, até ficar com sono. E foi nessa hora que eu resolvi pegar o telefone e ligar pra ela, logo depois de tomar banho e escovar os dentes, assim eu já ficava debaixo das cobertas. Afinal, tá bem friozinho essa semana. Não demorei muito, e logo disquei o número dela.
- Boa noite Dãgui! - Ela atendeu no primeiro toque, com uma voz inconfundível de sono, mas com um tom bem alegre.
- Boa noite ! Te acordei, pequena? - Perguntei ligeiramente preocupado. Afinal, ela queria descansar.
- Sim, mas eu não ligo, né - ela respondeu como se fosse óbvio. Eu era importante pra ela, e isso me fazia sentir borboletas no estômago. Estranho.
- Muito anciosa para o grande dia? - perguntei curioso. Formarturas eram importantes, afinal.
- Nem me fale! Eu acho que vou passar frio amanhã, mas tudo bem! - ela respondeu rindo, sua risada cativante até por telefone - E você vai me ver né?
- Isso é mais do que óbvio, ! - Eu disse, dessa vez eu com o tom de isso-é-óbvio na voz. - Não perderia isso por nada!
Nós ficamos conversando por pouco mais de uma hora, antes de ela falar que ia dormir, e me desejar uma boa noite com aquele jeitinho fofo dela. Desse jeito, eu não ia mais conseguir me segurar. Na verdade, em alguns momento eu esquecia porque estava me segurando.
A noite seguinte chegou rápido, e eu nem cheguei a conseguir falar com a . Ela estava cheia de coisas pra fazer e eu não queria atrapalhar. Às 9 horas da noite, eu fui pro local onde a formatura ia ser, e não demorei pra conseguir encontrá-la no meio das outras garotas, porque ela meio que se destacava lá no meio. Ela estava incrivelmente linda, com o cabelo preso num penteado bonito e moderno, com um vestido tomara-que-caia roxo escuro, que não chegava ao joelho. Ela parecia brilhar mais que todos lá. Ou talvez fossem meus olhos. Duvido que fossem, na verdade, ela era linda mesmo. Já disse isso?
A formatura passou rápido e logo começou a festa. Finalmente, na minha opinião e na opinião da também, que preferia festas à cerimônias.
- Como se sente, no dia mais importante da sua vida? - perguntei, sem conseguir não sorrir ao ver o sorriso dela.
- Esse não é o dia mais importante da minha vida, mas eu me sinto incrivelmente bem! - Ela disse sorrindo mais ainda. - Mas tô bem afim de dançar. O que você me diz?
Acho óbvio comentar que eu não diria que faria tudo pra vê-la sorrindo, então só a levei para a pista, onde nós dançamos todas as músicas possíveis e imagináveis. Eu não conseguia desviar meus olhos dela, do corpo dela, do rosto dela, da boca dela. Eu queria beijá-la, e tenho certeza que não ia conseguir me conter, essa noite não. Ela dançava de um jeito que te fazia querer dançar também, então nenhum de nós parou nem um minuto sequer. Dançamos as músicas calmas coladinhos, para a minha felicidade (e eu conseguia ver um brilho nos olhos dela enquanto ela dançava comigo, para a minha felicidade dupla), e todas as outras bem próximos. Quando a festa acabou, já passava das 4 da manhã.
- Ei, vamos lá fora ver o céu, ver a lua? - Ela me propôs, estendendo a mão para mim. - Hoje é noite de lua cheia, poderia ser mais perfeito?
Eu peguei na mão dela, e nós fomos andando calmamente para o lado de fora, em direção ao meu carro. Algo me dizia que nós não iríamos para o carro, e algo me dizia também que ela queria ficar comigo tanto quanto eu queria ficar com ela.
Eu a envolvi num abraço apertado, quando nós chegamos perto do carro, e ela retribuiu com a mesma intensidade. Foi exatamente nessa hora que começou a chuva, caindo sem muita força e bem gelada sobre nós.
- Eu disse que ia passar frio! - Ela disse rindo, olhando fixamente para os meu olhos.
- Eu não vou deixar você passar frio. Pode acreditar. - Eu disse sorrindo também, enquanto passava meu polegar pela sua bochecha, e a puxava mais pra perto de mim pela cintura. Ela passou seus braços em volta de mim, e com uma de suas mãos, ela mexia no meu cabelo. Puxei o rosto dela para perto do meu com a mão que estava usando para fazer carinho dela, e logo nossas bocas ficaram a milímetros de distância. Desci minha mão para a cintura dela, e puxei seu corpo mais para perto do meu, de modo que nossos corpos ficassem colados, e assim nossos lábios finalmente se encontraram. Ela passou a mão pelo meu cabelo, e abriu a boca para dar passagem à minha língua. Começamos o beijo lentamente, e ele logo foi adquirindo intensidade. Não conseguíamos parar, não queríamos parar. A chuva caía sobre nós sem pena agora, mas nem isso podia nos separar nesse momento. Nada conseguiria tal proeza. Ela afastou sua boca alguns milímetros para respirar, e logo eu mordi seu lábio inferior, e comecei outro beijo, com vontade, e levantei uma das minhas mão para tirar o cabelo de sua cara lentamente, nem assim parando nosso beijo. Percebi que ela também não queria parar, e nós ficamos lá até eu perceber que ela estava congelando, e provavelmente eu também. Ela terminou o beijo,mordeu meu lábio inferior, e me olhou com um sorriso malicioso, e depois riu. Eu não pude deixar de rir junto.
- Queria fazer isso faz algum tempo, pequena.
- Não vou negar que eu também, pequeno. - Ela disse, me chamando pelo novo apelido pela primeira vez. Não conseguia parar de sorrir. Nem ela. Nós entramos no carro e fomos para a minha casa, onde ela tomou um banho quente e vestiu uma boxers minha, com uma das minhas camisetas. Incrível como ela ficava linda até de boxers e com uma camiseta escrita Hurley na frente. Logo depois eu tomei banho, e quando saí, encontrei ela deitada na minha cama, debaixo das cobertas, com os olhos fechados, aparentemente dormindo. Deitei suavemente do lado dela, e coloquei sua franja para o lado, para poder ver seu rosto. Ela abriu os olhos e olhou diretamente para os meus.
- Desculpa por te acordar, !
- Não me acordou, eu estava só com os olhos fechados, sentindo o seu cheiro. Essa cama tá impregnada com o seu cheiro, sabia? - ela disse com mais um daqueles sorrisos que eu adoro. Ela chegou mais perto de mim, e eu a abracei, dando um selinho nela. Assim eu podia sentir o cheiro DELA, podia dormir sentindo o cheiro dela, isso se a gente fosse dormir né. Ela começou a passar a mão delicamente no meu rosto, e logo nossos lábios se uniram novamente, com mais vontade do que antes. Não me arrependia nada de ter finalmente beijado ela. Me arrependia de não ter beijado antes, isso sim. Não demorou muito até ela estar sem a camiseta e a boxer, só com a calcinha e o sutiã, e eu também não demorei até ficar somente com a boxer. Não demorou muito até a calcinha e o sutiã irem parar no chão, do lado da cama, junto com minhas boxers.
A melhor noite da minha vida. De todas.
Quando eu acordei, vi que não estava deitada ao meu lado na cama. Só percebi onde ela se encontrava quando ouvi o barulho de coisas caindo, diretamente da cozinha. Desci as escadas, ancioso pra saber o que ela tava fazendo, e ela levou um susto quando me viu.
- DROGA, eu te acordei. Sou um desastre! - Ela disse indignada, mas ainda assim rindo. - Queria te levar um café da manhã na cama. Mas acho que nem rola mais, né. - Ela disse fazendo beicinho, com cara de magoada.
- A gente pode tomar café da manhã aqui mesmo, já que eu já estraguei a surpresa, né - Eu disse, rindo, e antes que ela pudesse dizer mais nada eu a beijei novamente. Nós comemos e passamos o resto do dia juntos, vendo filmes na sala. Não exatamente vendo, mas enfim.
- Dougie, eu preciso te dizer uma coisa. - Ela disse, e eu olhei pra ela, ligeiramente preocupado, - Eu vou voltar pra Califórnia. Amanhã.
Eu esperava qualquer coisa, menos isso. Isso partiu meu coração em vários pedaços, mais rapidamente do que eu poderia imaginar que isso aconteceria um dia, sem exagero.
- COMO ASSIM? - Eu perguntei assustado, preocupado, e todos os adjetivos desse gênero que existem em todas as línguas possíveis. - , você não pode fazer isso!
- Eu também acho - de repente ela ficou com uma expressão triste, e olhou para o chão - Não foi escolha minha, na verdade. Eu ganhei uma bolsa na melhor faculdade de lá, por causa de alguma coisa da empresa do meu pai. E aí meu pai mandou eu voltar pra lá, e eu não posso perder essa oportunidade... - eu levantei o rosto dela, e vi que ela tinha lágrimas nos olhos. - Eu não queria ter que ir embora, deixar tudo isso aqui, deixar você aqui... mas você tem a banda, e logo vai fazer mais alguns shows pelo mundo, inclusive um lá no Brasil que eu to sabendo - ela disse a última frase com um sorriso fraco.
- Você, devia... ficar. Aqui comigo. - Eu disse, com a voz fraca, meus olhos se enchendo de lágrimas. Mas eu sabia que nada podia mudar mais aquilo. De algum jeito, eu sabia. - Quando o avião sai?
- Amanhã, as 6 da tarde. - Ela disse, e agora as lágrimas escorriam sem dó pelo rosto dela. Eu me aproximei e a beijei de novo. Eu não conseguia evitar. Mesmo sabendo que ela iria embora. Mesmo sabendo que ela ia me deixar pra trás. - Eu vou sentir saudade Dãgui - Ela disse com voz de choro, misturado com a voz fofa dela, e começou a me beijar novamente.
Assim que ela foi embora, eu comecei a escrever uma música. A inspiração não acabava, tudo que eu queria dizer e não consegui, eu estava colocando lá. Passei a limpo numa folha, e coloquei num envelope onde escrevi ' De Dougie, Para , xxx' e coloquei em cima da mesa de jantar, fui dormir, e encontrei meu celular jogado em cima da cama. Tinha recebido uma mensagem, da .
"Eu não queria ter que te deixar, eu não queria ter que ir. Eu queria ficar aqui com você. xx"
Não consegui responder a mensagem, fui dormir com as lágrimas transbordando dos meus olhos. Eu iria ao aeroporto no dia seguinte, custasse o que for. Nem que eu chorasse que nem um bebê lá. E a manhã chegou sem piedade, um dia cinzento e chuvoso. Liguei para , e ela disse que estaria no aeroporto a partir das 3 da tarde; eu disse que iria junto. E assim nós dois fomos para lá no meu carro, com bolsas gigantes no porta malas, e o cachorrinho dela no banco de trás, o mesmo cachorro que foi o motivo da gente ter se conhecido. Nem tinha palavras pra agradecer aquele cachorro, sério.
Quando chegamos no aeroporto, ela fez o check-in, e depois nós ficamos andando por lá. Abraçados, conversando como sempre. Não queria desgrudar dela. Sabia que quando isso acontecesse, havia a grande chance da gente nunca mais se ver. NÃO. Bata na sua boca, Poynter. Vocês têm que se ver de novo, De algum jeito.
- Pequena, escrevi isso pra você ontem. - eu estendi o envelope para ela, que pegou com uma expressão curiosa, e apontou para um banco querendo sentar.
- O que é isso, pequeno? - Ela perguntou ainda curiosa, enquanto abria o envelope.
- Uma música, que eu escrevi pra você. E acredite, você ainda vai ouví-la no rádio.
- E aí eu vou lembrar de você. - Ela disse com um sorriso fraco. - Como se eu pudesse esquecer de você, algum dia. - Ela pegou o papel e começou a ler a letra da música. E foi quando eu comecei a cantar a música baixinho, perto do ouvido dela.
"Everyday feels like a Monday
There is no escaping from the heart ache
Now I gotta put it back together
'Cause it's always better later than never
Wishing I could be in California
I wanna tell you when I call ya
I could've fallen in love
I wish I'd fallen in love
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
We could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Waking up to people talking
And it's getting later every morning
Then I realise it's nearly midday
And I've wasted half my life to throw it away
Singing every day should be a new day
To make you smile and find a new way
Of falling in love
I could've fallen in love
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
Oh we could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
We could've fallen in love
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
Whoa oh oh oh
(Yeah)
Sick of waiting, I can't take it, gotta tell ya x8
I can't take another night on my own
So I take a breath and then I pick up the phone
She said oh, oh, oh, oh
She said oh, oh, oh, oh
She said oh, oh, oh, oh...
We could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
Yeah, we could've fallen in love
Oh, we could've fallen in love
I wish I'd fallen in love."
Ela estava chorando visivelmente agora, e me beijou assim que terminei de cantar.
- Não sei quanto a você... Mas eu acho que eu já me apaixonei mesmo. - Ela disse, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Me fazendo rir e chorar junto com ela.
- Eu também, pequena. Eu também. - Eu disse, sem ligar pra nenhum fotógrafo que estava tirando algumas fotos, e a beijei de novo. Já estava na hora dela ir para o avião. Eu não queria deixá-la ir, mas eu tinha que deixar. Não ligava que amanhã eu fosse ouvir em todos os meios de comunicação possíveis falando sobre hoje, falando sobre ela. Eu não ligava.
Nós fomos abraçados em direção ao lugar que ela deveria ir para entrar no avião, e nós demos o nosso último beijo. O nosso beijo de despedida.
- We could've fallen in love. - Ela susurrou no meu ouvido.
- Vou sentir sua falta. - Dei outro beijo nela. - Como nunca senti de ninguém.
- Eu também. - Ela me deu um selinho, e eu observei ela andar e se misturar com as outras pessoas, até ela sumir de vista. Esperei até o avião decolar. Esperei lá sozinho, chorando. Sentiria a falta dela, já estava sentindo. Mas quem sabe alguem dia a gente pudesse se encontrar de novo. Eu esperaria até o fim dos tempos pra poder vê-la novamente.
we could've fallen in love.

